Ibovespa B3 encerra 2025 com 32 recordes históricos e alta acumulada de 34%

Ibovespa B3 encerra 2025 com 32 recordes históricos e alta acumulada de 34%

Fechamento do último pregão do ano, na terça-feira (30), teve alta de 0,40% aos 161.125,37 pontos

O Ibovespa B3, principal índice de ações da bolsa do Brasil, encerrou o ano de 2025 consolidando uma trajetória marcada por 32 recordes de fechamento. Com uma valorização acumulada de 34% nos doze meses, o índice registrou seu melhor desempenho anual desde 2016, quando a performance foi de 39%. O atual recorde é de 4 de dezembro, quando o índice atingiu 164.455,61 pontos. No fechamento do último pregão do ano, na terça-feira (30), teve alta de 0,40% aos 161.125,37 pontos.

“O desempenho do Ibovespa em 2025 é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a melhora nas expectativas macroeconômicas e a retomada gradual da confiança de investidores locais e estrangeiros. É importante destacar que o acesso está cada vez mais simples. O investidor pode alocar capital diretamente em ações ou optar por instrumentos como os ETFs, que permitem ‘comprar’ o índice de forma ágil, eficiente e democrática”, destaca Henio Scheidt, gerente de Produtos na B3.

A atual carteira do índice, disponível no site da B3, conta com 85 ativos de 79 empresas brasileiras. Há companhias do setor financeiro, de bebidas e alimentos, do varejo, de infraestrutura, de bens de consumo, de minério e de outras commodities.

O Ibovespa B3 reúne os ativos com maior volume negociado no pregão da bolsa do Brasil e serve de referência para investimentos como os ETFs (Exchange Traded Fund), fundos de investimentos listados em bolsa que replicam o desempenho de um índice de referência, além dos futuros de Ibovespa e as opções sobre Ibovespa.

A porta de entrada, que vai definir se um papel será incluído ou não no índice, é a liquidez, ou seja, a capacidade que essa ação tem de ser comprada ou vendida rapidamente pelos investidores.

Com os índices, os investidores conseguem acompanhar o desempenho de carteiras formadas por ações de diferentes segmentos da economia, além de poderem diversificar seus investimentos por meio de produtos financeiros referenciados a esses índices.

Expansão da renda variável e diversificação do investidor

O ano de 2025 foi decisivo para a democratização e sofisticação dos investimentos no Brasil. O número de investidores individuais em renda variável na B3 atingiu a marca de 5,4 milhões de CPFs, o que representa um crescimento de 28,5% desde 2021. Esse avanço foi acompanhado por um salto no valor sob custódia, que chegou a R$ 601,6 bilhões, um aumento de 20% em relação aos R$ 500,1 bilhões registrados em 2021.

O mercado de ações permanece como a principal porta de entrada, contando com 4,1 milhões de investidores — um milhão a mais do que em 2021 — e um valor custodiado de R$ 387,7 bilhões.

Além das ações, outros ativos ganharam protagonismo nas estratégias de diversificação. Os ETFs encerraram o ano com 668,4 mil investidores e R$ 24,1 bilhões investidos, sendo que a pessoa física já responde por 35% do volume total custodiado nesse produto, um avanço significativo frente aos 500 mil investidores e R$ 10,9 bilhões de 2021. No segmento de BDRs, a B3 registrou 980,9 mil investidores, com um valor em custódia de R$ 14,8 bilhões. Esse movimento evidencia que o investidor brasileiro está mais presente e consciente, utilizando ferramentas de exposição nacional e global para fortalecer seu portfólio.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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