2026 é o ano da Inteligência Artificial mais complexa

2026 é o ano da Inteligência Artificial mais complexa

IA transforma serviço ou produto das empresas num ativo estratégico

A inteligência artificial tem se consolidado como uma aliada estratégica dos negócios que buscam mais eficiência e competitividade em seus processos. Da automação de tarefas operacionais à análise avançada de dados, a tecnologia vem transformando a forma como as empresas tomam decisões e se relacionam com clientes. Portanto, não é só a rapidez com que a IA se destaca, mas o conteúdo diferenciado que entrega, transformando o serviço ou produto da empresa num ativo estratégico que vai impactar o atendimento ao cliente.

O ano de 2026 exibe tendências de uma temporada de transformações e pontos de virada no uso da inteligência artificial para os negócios. Será cada vez mais com ela que as estratégias e planos de ação seguirão sendo definidos, tudo com um nível de complexidade ainda maior. Para Luiz Santin, CEO da Nextcomm, empresa especializada em soluções de atendimento automatizado, a IA deixou de ser uma tendência futura para se tornar uma ferramenta essencial no presente em todos os setores ou departamentos.

“A inteligência artificial permite otimizar processos, reduzir custos e aumentar a produtividade, liberando as equipes para atividades mais estratégicas e criativas”, afirma Santin.

Segundo ele, quando bem aplicada, a tecnologia também contribui para decisões mais assertivas e para a construção de operações mais escaláveis e sustentáveis.

Uso consolidado da IA

De acordo com Santin, a inteligência artificial está deixando definitivamente a fase de testes e entrando no uso cotidiano das empresas. O foco passa a ser menos a geração pontual de conteúdos e mais a automação segura de tarefas, a integração com sistemas corporativos e a comprovação de resultados práticos, como redução de tempo, custos operacionais, melhoria da qualidade e aumento da satisfação dos clientes.

Nesse novo cenário, os agentes de IA evoluem para atuar de forma orientada a objetivos. Em vez de apenas responder perguntas, eles conseguem executar fluxos completos de trabalho, dividir tarefas em etapas e realizar ações em sistemas, como abrir chamados, buscar informações, montar e-mails ou gerar relatórios. Funciona como um assistente digital que opera a partir de um playbook definido pela empresa.

Essas aplicações já aparecem em diferentes áreas do negócio. No atendimento ao cliente, a IA responde dúvidas e abre ou atualiza tickets automaticamente. Em vendas, auxilia na preparação de propostas e no registro das informações no CRM. No backoffice, contribui com o preenchimento de planilhas, geração de resumos e envio de avisos operacionais. Como resultado, o tempo médio por tarefa pode cair cerca de 30%, com menos retrabalho e redução de erros manuais, além do aumento do uso pelas equipes e da melhora nos índices de satisfação do cliente, como o C-SAT.

Setores impactados

Outra tendência para 2026, aponta Santin, é o crescimento do uso de modelos de inteligência artificial treinados ou ajustados para contextos específicos, como jurídico, saúde, varejo, indústria ou contabilidade. Esse direcionamento aumenta a precisão das respostas e reduz custos, já que o modelo se torna especialista no vocabulário e nas regras daquele segmento. Um exemplo é o uso da IA em escritórios contábeis, onde modelos especializados podem resumir documentos e preparar respostas ao cliente com base na legislação vigente e nas políticas internas.

A presença da inteligência artificial também se torna cada vez mais integrada às ferramentas do dia a dia, como e-mails, planilhas, CRMs e sistemas de helpdesk.

A diferença, destaca Santin, da Nextcomm, é que a IA passa a atuar dentro do próprio fluxo de trabalho, automatizando tarefas como resumir informações, sugerir respostas, classificar dados e preencher campos automaticamente.

Segurança

No campo da segurança, cresce a preocupação com a criação de uma camada específica de governança para o uso da inteligência artificial. De acordo com Santin, a tendência é que a IA siga as mesmas regras de segurança da empresa, com controle de acesso, definição clara dos dados que podem ser utilizados e registro das ações realizadas. Essa abordagem, alerta o CEO da Nextcomm, é essencial em ambientes com informações sensíveis, como dados financeiros, de saúde ou contratos, e em cenários que exigem conformidade regulatória, reduzindo riscos de exposição.

Ainda em 2026, observa-se um avanço para uma cibersegurança mais preventiva e preditiva. “A proposta deixa de ser apenas reagir a incidentes para antecipar riscos”, afirma Santin. A IA já vem sendo utilizada para detectar ataques de forma mais precoce, automatizar respostas simples e reduzir o tempo entre a identificação e a contenção de ameaças, especialmente em rotinas repetitivas.

Do virtual ao mundo real

A inteligência artificial também começa a ganhar espaço no mundo físico, indo além do software. Robôs, sensores, câmeras, sistemas de controle de qualidade e logística passam a incorporar IA de forma gradual. Para pequenas e médias empresas, essa adoção acontece de maneira incremental, com automações pontuais, como câmeras capazes de identificar defeitos em peças e separá-las antes do retrabalho, reduzindo desperdícios.

Para Luiz Santin, as empresas que mais avançarão neste ano serão aquelas que passarem a tratar a inteligência artificial como uma evolução de processos, e não apenas como uma ferramenta isolada. Isso envolve capacitação das equipes, definição de boas práticas de uso, revisão dos resultados e uma governança simples, com papéis claros, políticas de dados e métricas bem definidas.

“A recomendação para quem deseja colocar a IA em prática é começar de forma gradual. Não é necessário implantar todas as soluções de uma vez. O ideal é iniciar com projetos menores, medir resultados e escalar os avanços com segurança, garantindo que a tecnologia gere valor real para o negócio”, afirma Santin.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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