Alugar carro para Uber com quilometragem livre é vantajoso em 2026?

Alugar carro para Uber com quilometragem livre é vantajoso em 2026?

Gasto com combustível continua impactando diretamente os ganhos

O aluguel de carros para trabalhar como motorista de aplicativo, especialmente com quilometragem livre, segue atraindo profissionais em busca de flexibilidade. A promessa é sedutora: rodar sem limites e sem se preocupar com o desgaste do veículo. Mas os números de 2026 mostram que essa liberdade tem um preço e que a decisão exige uma análise cuidadosa de custos, consumo e margem líquida.

O modelo de quilometragem ilimitada permite que motoristas utilizem o carro sem pagar excedentes à locadora, sendo mais comum em veículos de entrada como Kwid e Mobi, conhecidos pela economia e por diárias mais acessíveis. No entanto, o gasto com combustível continua impactando diretamente os ganhos: quanto mais se roda, menor tende a ser a rentabilidade por quilômetro.

Lucro

Levantamento do GigU mostra que a renda líquida dos motoristas varia conforme a cidade e a carga horária semanal. Em São Paulo, um profissional que trabalha 60 horas por semana registra lucro médio de R$ 4.252,24 após a dedução de custos como combustível e IPVA. No Rio de Janeiro, o valor médio é de R$ 3.304,93 para uma jornada de 54 horas semanais, enquanto em Belo Horizonte o lucro gira em torno de R$ 3.554,58 na mesma carga horária.

“É uma jornada de trabalho exigente, mas a autonomia e a rentabilidade, que superam algumas ocupações tradicionais, acabam sendo grandes atrativos”, afirma Luiz Gustavo Nevesco-fundador e CEO da plataforma.

A escolha do veículo, porém, não basta. Carros 1.0 leves continuam sendo os mais indicados, mas a rentabilidade depende de uma gestão estratégica: definir metas diárias de lucro, controlar a quilometragem, avaliar o preço local do combustível e escolher entre locação avulsa ou mensal são decisões críticas. Rodar excessivamente apenas para “fazer caixa” pode reduzir a margem a níveis insustentáveis.

A quilometragem livre oferece um conforto operacional que muitas vezes esconde custos variáveis relevantes. Para o motorista de aplicativo em 2026, a vantagem real só se concretiza quando há disciplina, planejamento financeiro e atenção constante aos fatores que impactam a rentabilidade. O cenário indica que a liberdade de rodar sem limite ainda pesa no bolso e que decisões conscientes continuam sendo o diferencial entre lucro e prejuízo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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