C&A apresenta lucro líquido de R$ 587,1 milhões em 2025 com alta de 29,7%

Empresa encerra o ano com R$ 83,7 milhões em caixa líquido e menor alavancagem desde o IPO
A C&A Brasil (CEAB3) encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 587,1 milhões, crescimento de 29,7% em relação a 2024. A receita líquida totalizou R$ 7,98 bilhões, alta de 4,5% sobre 2024, com crescimento de 9,2% na receita de vestuário no mesmo período e expansão de 46% na categoria de Beleza, reforçando a evolução consistente do modelo comercial da Companhia ao longo do ano.
A rentabilidade também avançou: a margem bruta consolidada encerrou o ano em 55,5%, expansão de 0,8 ponto percentual, enquanto o EBITDA ajustado (pós-IFRS16) cresceu 8,8%. O ROIC atingiu 21,8%, avanço de 5,5 pontos percentuais, refletindo maior eficiência na alocação de capital e ampliação consistente do retorno sobre o capital investido.
“Encerramos o ano de 2025 com fortalecimento relevante da nossa estrutura financeira, sustentado por geração consistente de caixa e redução da alavancagem ao longo do período”, afirma Paulo Corrêa, CEO da C&A.
Em seu segundo ano de implementação, a Estratégia Energia C&A consolidou avanços relevantes em todas as áreas da companhia. Ao longo de 2025, a C&A inaugurou 10 lojas e reformou 23, além de implementar uma nova estratégia logística, resultando no aumento de 51,8% no CAPEX em 2025 em comparação ao ano anterior.
“Quero destacar o impacto que toda essa transformação tem trazido para o nosso modelo de negócio. Inauguramos a nossa nova loja conceito que foi a materialização de toda a nossa estratégia e que certamente é uma das nossas grandes alavancas de crescimento de venda por m²”, destaca o executivo.
No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 313,2 milhões, avanço de 22,9% na comparação anual. A companhia manteve disciplina comercial e foco em rentabilidade, registrando receita líquida consolidada de R$ 2,47 bilhões e margem bruta de 56,1%, expansão de 1,2 ponto percentual na comparação dos trimestres.
A geração de caixa livre ajustada somou R$ 297,2 milhões no trimestre, permitindo que a Companhia encerrasse o ano com R$ 83,7 milhões em caixa líquido e o menor nível de alavancagem desde o IPO, reforçando a solidez da estrutura de capital ao final do exercício.
Contudo, o último trimestre de 2025 foi marcado por temperaturas atípicas, ambiente promocional mais intenso e, internamente, por uma maior ruptura em produtos de entrada. Esses fatores resultaram em uma receita liquida de R$2.251,9 milhões, um crescimento de 0,6% em relação ao 4T24, com impacto na diluição de despesas no período. Em vestuário, o nosso same store sales atingiu -0,3% no 4T25, refletindo uma leve queda em relação ao ano anterior, que foi uma base forte de comparação com crescimento de 14,4% do ano anterior. Na visão do ano, a receita de vestuário teve um aumento de +9,2%.
“Sabemos que ainda temos ajustes e evoluções a alcançar dentro da estratégia Energia C&A, mas o ano consolidou avanços estruturantes que a reforçaram como eixo impulsionador do nosso modelo operacional, elevando eficiência e qualidade de execução”, destaca o executivo.
“Mesmo em um 4tri mais desafiador, encerramos 2025 com uma estrutura de capital significativamente mais robusta. A expansão do lucro veio acompanhada de geração consistente de caixa e redução da alavancagem, que atesta a qualidade do resultado entregue.”







