Conheça as 4 tendências logísticas para 2026

Conheça as 4 tendências logísticas para 2026

No transporte, setor passa por grande transformação

De acordo com dados da Business Research Insights, o mercado global de logística foi estimado em US$6,5 trilhões em 2025. A plataforma ainda projeta que o segmento irá alcançar um valor de cerca de US$10,444 trilhões em 2035. Acompanhando o setor, especialistas avaliam tendências e oportunidades para a logística e transporte em 2026. São elas:

  1. Integração entre o mundo físico e o digital

O setor de transporte vive uma constante transformação. A digitalização, atrelada aos avanços tecnológicos, está remodelando a forma como o ecossistema logístico opera, trazendo mais eficiência, agilidade e precisão para toda a cadeia. Segundo dados do GitnuxReport 2025, 72 % das empresas de logística do mundo todo já adotaram IA para melhorar operações, relatando benefícios como aumento de eficiência e redução de tempo de entrega, ou seja, possibilitando resultados de venda e faturamento ainda mais expressivos para as companhias que as utilizam. Entretanto, mesmo com resultados positivos, ainda há muitos avanços a serem feitos, especialmente quando falamos da logística nacional.

André Pimenta, CEO da Motz, transportadora digital que conecta cargas e destinos facilitando a jornada da cadeia logística, reforça que essa evolução já é uma realidade em curso, mas que as companhias precisam estar atentas às necessidade especificas do setor, que ainda mescla processos já estabelecido com novas tecnologias – o que caracteriza o modelo de atuação que ele chama de figital.

“É claro para o mercado o quanto a logística nacional tem a evoluir. E isso não acontecerá com soluções mirabolantes, mas sim ao calibrar o tradicional com o inovador, com foco em eficiência e resultados. Mais do que processos logísticos, o setor precisa se consolidar como um ecossistema integrado, que valoriza a automação e, ao mesmo tempo, o lado humano da operação. Para o próximo ano, soluções que usam o melhor dos dois mundos – físico e digital – sairão na frente. As organizações que conseguirem acompanhar essa evolução vão ter uma vantagem competitiva decisiva não só em 2026, mas também nos próximos anos”, afirma.

  1. Modernização como motor da logística

No Brasil, o transporte de cargas tem acelerado a adoção de soluções inovadoras para tornar operações mais ágeis, seguras e eficientes. Nos últimos dois anos, os investimentos no setor cresceram 84%, saltando de R$ 34,3 bilhões, em 2022, para R$ 63 bilhões, em 2024, segundo o Instituto Brasil Logística (IBL). Entre os recursos que vêm ganhando espaço estão sistemas de roteirização inteligente, rastreamento em tempo real e veículos com condução assistida, que ajudam a reduzir perdas e a otimizar processos em toda a Cadeia.

AliceAna Paiva, diretora Comercial da Tragetta, marca de transporte de carga fracionada (LTL) do Grupo FEMSA no Brasil, acredita que esse movimento já é decisivo para a competitividade das empresas. “Tecnologias como rastreamento em tempo real e sistemas avançados de gestão são essenciais para minimizar perdas comuns, como o desperdício de produtos perecíveis ou atrasos. Ao incorporar esse tipo de inovação, conseguimos entregar mais segurança e eficiência em cada etapa da operação”, destaca.

  1. Diferencial logístico por meio de rede de network

Em um cenário marcado por alta complexidade operacional, fragmentação de sistemas e pressão crescente por eficiência, a integração do setor passa a ser uma necessidade estratégica para toda a cadeia. É nesse contexto que a nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina, lançou a Transportation Network System (TNS), uma rede logística integrada que conecta pessoas, processos, dados e tecnologias em tempo real. Ao unificar mais de 100 soluções em uma única plataforma, a TNS viabiliza uma operação verdadeiramente “phygital”, na qual informações do campo — como status de entrega, disponibilidade de veículos, riscos e eventos nas estradas — se integram de forma inteligente aos sistemas digitais de gestão, planejamento e tomada de decisão.

“A logística sempre foi física por natureza, mas agora ela passa a ser orientada por dados. A ideia de rede integrada é o que permite ganhar escala, previsibilidade e eficiência sem perder o fator humano, que continua sendo central na operação”, afirma Vasco Oliveira, CEO e fundador da nstech. Com o uso de agentes de IA, padronização de dados e integrações on e offline, a TNS amplia a visibilidade ponta a ponta da operação logística, melhora a previsibilidade, reduz riscos e custos e acelera decisões críticas.

  1. Gestão de frotas totalmente digital e integrada

Segundo Kassio Seefeld, CEO da TruckPag, startup de meios de pagamento com soluções completas para frota pesada, as plataformas digitais para monitoramento e gestão de frotas devem se consolidar como padrão em 2026. Sistemas conectados permitem acompanhamento em tempo real de veículos, cargas e rotas, além de integrar dados financeiros, operacionais e de manutenção. Para empresas de transporte, essa adaptação significa redução de custos, otimização de rotas e mais previsibilidade de entrega.

“O futuro da logística no Brasil é de integração, inteligência e responsabilidade. As empresas que conseguirem unir tecnologia, processos otimizados e visão estratégica estarão prontas para se diferenciar no mercado e capturar valor de forma consistente”, finaliza Seefeld.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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