Cursos profissionalizantes ampliam oportunidades de qualificação profissional

Cursos profissionalizantes ampliam oportunidades de qualificação profissional

Especialistas explicam como a expansão da qualificação da mão de obra beneficia a economia, gerando renda e empregos

A diversidade de formações profissionalizantes tem atraído desde jovens que desejam o primeiro emprego até profissionais que desejam ampliar suas habilidades como forma de investir na carreira. Os cursos profissionalizantes se distinguem por oferecerem uma formação prática, rápida e que atenda às necessidades do mercado.

De acordo com pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre janeiro e outubro de 2025, o saldo acumulado de empregos formais criados foi de 1,8 milhão de novos postos de trabalho. A indústria e os setores de serviços continuam como principais geradores de oportunidades, com destaque para jovens que buscam qualificação profissional. Considerado como diferencial competitivo, os conhecimentos obtidos a partir de cursos profissionalizantes também atendem às necessidades de empreendedores, formais e informais, ampliando ainda mais os impactos econômicos.

Ainda segundo o Caged, entre janeiro e setembro de 2025, a indústria criou mais de 400 mil novos postos de trabalho. Desse total, 57,4% das vagas foram ocupadas por jovens entre 18 e 24 anos. Os dados evidenciam o aquecimento do setor especialmente para esse grupo etário, que veem suas chances de empregabilidade aumentadas quando possuem qualificação profissional.

De acordo com o professor de Ciências Contábeis da Estácio, Alisson Batista, a formação técnica e profissional não só gera emprego e renda, como impulsiona setores produtivos essenciais para a economia brasileira.

“O avanço da qualificação profissional tem um efeito direto sobre a economia do país. Quando a indústria cria mais de 400 mil empregos e mais da metade é ocupada por jovens, significa que o país está reabsorvendo sua mão de obra. Profissionais qualificados geram mais produtividade, recebem melhores salários e ajudam a movimentar a economia local”, afirma.

Urgência de requalificação profissional contínua

Com as mudanças aceleradas do mercado de trabalho e a transformação digital, a qualificação ou a requalificação profissional é uma necessidade urgente para todos os setores. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que o Brasil precisará qualificar aproximadamente 14 milhões de profissionais entre 2025 e 2027, contemplando a formação de 2,2 milhões de novos trabalhadores e a requalificação de 11,8 milhões que já estão no mercado.

Já a pesquisa do ManpowerGroup (2025), realizada com mais de 1 mil empregadores brasileiros, aponta que 81% dos empregadores brasileiros enfrentam dificuldade em encontrar profissionais com as habilidades requisitadas, principalmente em TI & Dados (39%), Atendimento ao Cliente (29%) e Marketing & Vendas (21%). De acordo com as estratégias adotadas pelas empresas, 40% delas já utilizam Upskilling e Reskilling dos colaboradores atuais, refletindo a urgência dessa ação como diferencial competitivo.

Alisson Batista lembra que quem tem qualificação profissional chega a ganhar até 25% a mais e tem mais que o dobro de chances de conseguir um emprego formal, conforme levantamento recente da PNAD. “É a prova de que estudar muda a renda e o futuro. Quanto maior o nível de qualificação, maior o salário é maior a empregabilidade — um ciclo que eleva a renda das famílias e fortalece a economia”, pontua.

Formação remota e acessibilidade

Com as mudanças do mercado de trabalho, a qualificação ou a requalificação profissional é uma necessidade para todos os setores. Para conciliar a rotina de trabalho e, ao mesmo tempo, e se manter atualizado, diversos profissionais têm investido em opções de formação remotas e de curta duração.

“O mercado de trabalho busca por profissionais que apresentem conhecimentos considerados diferenciais e competências que unem técnica com habilidades comportamentais”, afirma Hugo Meza, professor da Estácio em disciplinas de Gestão e de Economia. Por isso, explica ele, é fundamental investir em formações que sejam capazes de aprimorar os conhecimentos existentes ou ampliar as possibilidades de carreira, a partir de saberes complementares, combinando know-how técnico com adaptabilidade e pensamento crítico.

A ampla oferta de cursos profissionalizantes online possibilita que os profissionais busquem a qualificação que se adeque às suas necessidades. Na Estácio, por exemplo, dentre os cursos mais procurados, destacam-se: Auxiliar Administrativo, Atendente de Farmácia, Auxiliar Veterinário, Auxiliar de RH, Assistente de Secretaria Escolar e Auxiliar de Laboratório.

Meza destaca alguns dados do setor educacional sobre empregabilidade, que reafirmam o impacto. Sendo ele, “89% dos egressos conquistaram vaga no mercado de trabalho, logo após a conclusão de seus cursos, com 84% permanecendo em atuação profissional, demonstrando que a formação profissionalizante efetivamente prepara para o mercado”.

Além de qualificar os candidatos para o ingresso no mercado de trabalho, os cursos profissionalizantes também contribuem significativamente para a permanência e progressão na carreira. Além disso, de acordo com dados fornecidos pela Estácio, cerca de 50% dos alunos dos cursos profissionalizantes têm 30 anos ou mais, refletindo uma tendência crescente de requalificação entre profissionais estabelecidos.

Segundo o professor, para aqueles que já estão no mercado, a formação profissionalizante proporciona atualização profissional essencial, bem como amplia os conhecimentos necessários à carreira em um contexto de transformação constante. “Com 65% dos trabalhadores considerando a requalificação essencial para permanecer competitivo, os cursos profissionalizantes emergem como solução estratégica para evitar a obsolescência profissional e manter a empregabilidade” acredita Meza.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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