Geração Alpha volta às aulas e leva 62% das marcas a investirem em criadores de conteúdo

Estudo revela que a influência decisiva dos novos consumidores nativos digitais e a busca por autonomia das marcas através do modelo D2C são fatores que redesenham o varejo em 2026
O período de volta às aulas em 2026 consolida uma mudança na balança de poder do varejo brasileiro. De acordo com pesquisa da Nuvemshop, o cenário, em que o e-commerce nacional projeta faturar mais de R$ 258 bilhões, exige que as marcas abandonem a postura passiva. Esse otimismo na estimativa é sustentado pelo desempenho do setor, que teve 45% de crescimento no volume de vendas em janeiro de 2026, na comparação ao mesmo período do ano anterior, indicando a resiliência do consumo escolar mesmo em tempos de seletividade econômica.
“A volta às aulas demonstra que o controle da jornada é o novo campo de batalha do varejo. Quando uma marca aposta no modelo de venda direta ao consumidor (D2C), ela deixa de ser apenas um fornecedor para se tornar uma escolha de confiança para as famílias”, afirma o porta-voz da Nuvemshop. Segundo o executivo, o comportamento de compra agora é pautado pela identificação, sendo que as crianças da Geração Alpha (nascidas a partir de 2010) e totalmente nativas digitais, atuam como curadoras do que entra na casa. Esse protagonismo infantil reflete-se diretamente nas categorias de maior tração, como bookstore grafic, onde são encontrados itens escolares como mochilas, cadernos, entre outros, que registraram alta procura logo nas primeiras semanas do ano.
Marketing de influência
Para furar a bolha da publicidade tradicional e atingir esse público, o marketing de influência tornou-se a ponte vital. O levantamento revela que 62% das marcas já investem em parcerias com criadores de conteúdo para validar autoridade diante de um ticket médio que hoje alcança R$ 160, com base nos meses de dezembro e janeiro, nas lojas especializadas em produtos do segmento. “Estamos lidando com uma geração que não consome publicidade convencional. Eles buscam identificação em influenciadores, e isso reflete diretamente no que os pais colocam no carrinho”, reforça o porta-voz.
Líder da categoria no Brasil e na América Latina, apoiando mais de 180 mil marcas, a Nuvemshop observa que a sobrevivência no setor depende de transformar esse desejo gerado no digital em uma experiência de compra sem fricções, especialmente via dispositivos móveis. Atualmente, 77% das transações de volta às aulas ocorrem pelo celular, reforçando que a jornada de compra da Geração Alpha começa e termina na palma da mão.
O estudo ressalta que, com a baixa taxa de conversão sendo um dos principais desafios de gestão para 2026, a eficiência operacional passou a ser o motor da sustentabilidade.
“Quando a marca assume o controle da sua jornada e simplifica o checkout, ela não apenas vende um produto, mas também garante a conveniência que pais e filhos priorizam hoje”,destaca o porta-voz.
Ao reduzir barreiras operacionais, o varejo brasileiro encontra na sazonalidade o cenário ideal para consolidar marcas rentáveis e conectadas com a realidade das novas gerações.







