Pandemia acelera uso de novos meios de pagamento

Pandemia acelera uso de novos meios de pagamento

As alterações na rotina de todo o mundo não se restringiram somente aos hábitos de isolamento social para conter a transmissão do novo coronavírus. A pandemia também trouxe significativas mudanças num contexto puxado pela corrida da digitalização de processos, aumento do uso do e-commerce e, consequentemente, das novas formas de pagamento. Evandro Prieto, diretor de Tecnologia da Seven, empresa com mais de 15 anos de referência em soluções tecnológicas para transações bancárias, avalia o cenário e lista as principais plataformas que vieram à tona nesse “novo normal” dos pagamentos. 

A forma de pagamento que dialoga com o conceito de se evitar o contato físico, os pagamentos por aproximação, que estão disponíveis desde 2008, ganharam força e se consolidaram na rotina de vendas das empresas durante a pandemia.

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) estima que essa forma de pagamento movimentou R$ 8,3 bilhões no primeiro trimestre de 2020, crescimento de 330% em relação ao mesmo período de 2019. “A expertise em tecnologias que proporcionam essa imersão nas novas formas de pagamento é um dos pilares do trabalho da Seven, que teve uma demanda de alta de 60% na procura por empresas que buscam investir nesse novo contexto”. 

Uma pesquisa realizada globalmente pela Mastercard mostrou que a pandemia acelerou o uso do pagamento sem contato através do NFC (Near Field Communication), tecnologias de comunicação sem fio utilizadas para enviar e receber dados. No Brasil, 14% dos entrevistados deixaram de utilizar o dinheiro físico na quarentena e 63% diminuíram o seu uso, aderindo a esses modelos sem contato. De acordo com o estudo, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília foram as cidades que registraram os maiores índices de pagamentos por aproximação nos primeiros seis meses do ano. 

O entretenimento também estimulou o uso de novas ferramentas, com a transmissão de live-shows que arrecadaram doações via QR Code e pelas carteiras digitais, além de se transformarem em canais de interação para participação de sorteios. “Todas essas tecnologias estão em constante evolução e podem passar por adaptações diárias de acordo com o uso por parte do público, mas já podemos afirmar que o ecossistema bancário evoluiu para um novo patamar de inovação, equiparado aos mercados mundiais mais avançados”, reforça Evandro.

Principais avanços 

Confira alguns dos meios de pagamentos que avançaram na pandemia e que tem sua tecnologia dominada pela Seven:  

Pagamento Instantâneo (PIX)

No PIX, a efetivação do pagamento ocorre em até dez segundos e pode ser realizada via: QR code (espécie de código de barras digital, que é reconhecido pela câmera do celular); uma chave de endereçamento que pode ser o cpf, número de celular, e-mail, um endereço Aleatório ou por inserção manual dos dados das contas participantes da transação.

QR Code

O uso de QR Code como forma de pagamento tem sido estimulado no país. Na esteira desse processo, o Banco Central criou em março o “BR Code”, um padrão único para QR codes, para que os códigos padronizados permitam que os clientes façam os pagamentos por meio de diferentes instituições financeiras. Isso deve acontecer por meio de um processo semelhante ao que ocorre nas maquininhas de cartão, que passaram a aceitar diversos arranjos de pagamento em um mesmo equipamento.

Pagamento via rede social

Nesse modelo, é possível citar o case do Whatsapp, que escolheu o Brasil para receber o novo recurso de pagamento e transferência dentro do aplicativo, ativados pelo Facebook Pay. Nesse método, ao inserir uma vez as informações do cartão de pagamento ou da  conta, é possível comprar, enviar dinheiro ou fazer doações dentro dos aplicativos. Também é possível adicionar um PIN ou biometria para proteger pagamentos individuais.O Facebook Pay possibilita ainda consultar o histórico de pagamentos, gerenciar informações de pagamento e acessar o suporte ao cliente.

Pagamento por aproximação

Nesse modelo, podem ser utilizado um cartão de débito ou crédito que tenha a tecnologia, ou por meio de smartphone, smartwatch ou pulseira que tenham a tecnologia NFC habilitada. Para verificar se seu cartão disponibiliza essa opção, procure pelo símbolo que se parece com o ícone de wi-fi de lado. A máquina do estabelecimento também terá o símbolo acima da tela, identificando a possibilidade de pagamento por aproximação. O limite para compras segue o valor estabelecido pelo cartão do consumidor, mas alguns cartões estabelecem limites para uso da senha. 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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