Selic deve se manter estável, prevê professor da FGV
A estimativa do mercado para a projeção de inflação deste ano foi reduzida de 5,45% para 5,42%, segundo o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, 19. De acordo com o professor de Finanças da FGV-Eaesp, Fabio Gallo Garcia, a baixa reflete a percepção do mercado de que o aumento de preços durante o primeiro semestre está perdendo força. No início do ano, houve altas em itens sazonais, como escola, álcool anidro, açúcar. Mas a forte demanda que veio desde o último quadrimestre de 2009 manteve os preços em ascensão. Como alternativa ao combate da inflação, a autoridade monetária aumentou a Selic para reduzir a liquidez e, assim, frear o crescimento dos preços.â€
Para os próximos meses, Garcia acredita que haverá uma manutenção desse cenário. A forte expansão do PIB, observada no primeiro trimestre deste ano, já demonstra que não ocorrerá alta inflacionária nos próximos mesesâ€.
Sobre a próxima reunião do Copom, o professor acredita que a Selic se manterá estável. Os dados anunciados hoje, mostrando a desaceleração da expansão da economia, levam á perspectiva de que o Copom, na próxima reunião, deverá optar pela estabilidade da taxa em 10,25% ao ano.â€
O professor finaliza aconselhando os consumidores. As pessoas, na maioria das vezes, não se dão conta de quanto pagam de juros nas compras a prazo ou quando fazem dívidas no cartão de crédito ou no cheque especial. Com a taxa básica de juros em 10,25% ao ano, temos uma taxa real acima de 4,5%. Descontada a inflação, arcamos com mais de 4% de juros reais. Apenas para comparação, basta lembrarmos que nos Estados Unidos e na Europa há juros reais negativos. Adicionado ao juros estão os impostos. Em resumo, qualquer item de consumo pode dar satisfação para o comprador, mas também uma grande dor de cabeça na hora de pagar as contas.â€








