Consumo de energia no Brasil começa ano em alta

Consumo de energia no Brasil começa ano em alta

O consumo de energia elétrica no início de 2021 demonstrou sinais robustos de crescimento, mesmo quando comparado ao mesmo período do ano passado, quando o país não sentia ainda os impactos da pandemia de Covid-19. No mês de janeiro, o indicador registrou alta de 1,4% em relação a 2020. A geração, com base nos dados prévios, também evoluiu, cerca de 1,9%, já considerando o volume de 871,22 MW médios de energia importada no período. Os dados integram o InfoMercado Quinzenal, divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE.

O mercado livre, no qual geradores, comercializadores e consumidores podem negociar preços e condições contratuais bilateralmente entre si, apresentou uma alta de 9,1% do consumo na comparação anual, mantendo uma trajetória de expansão registrada desde agosto de 2020. Enquanto isso, o Ambiente de Contratação Regulada – ACR, em que toda a compra e venda de energia passa pelas distribuidoras, reverteu o resultado de dezembro e teve queda de 1,9%.

Boa parte desse resultado se deve à migração de consumidores que saíram do mercado regulado e passaram a adquirir seu fornecimento no Ambiente de Contratação Livre – ACL. Se desconsiderarmos as migrações entre os ambientes no período de janeiro de 2020 até o mesmo mês deste ano, é possível observar uma neutralidade no consumo de energia para o mercado regulado, com 0,3% de aumento, e uma elevação um pouco menor, de 4%, para o ACL.

Os dados, embora ainda prévios, indicam que janeiro concentrou um maior volume de adesões ao mercado livre do que qualquer outro mês de 2020. Foram adicionadas 683 novas cargas especiais, a grande maioria de pequeno porte, com consumo de até 0,2 MW médios.

Ramos de atividades e Estados

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o consumo de energia no primeiro mês de 2021 apresentou crescimento de setores considerados eletrointensivos, como extração de minerais metálicos (16,6%), têxteis (12,1%), minerais não-metálicos (10,7%) e metalurgia e produtos de metal (6,9%).

Na outra margem do ranking, estão os ramos de transportes (-6,8%) e serviços (-9,6%). Considerando o período de férias escolares, estes setores permanecem especialmente afetados pela lenta recuperação da pandemia.

O Amazonas, sob os efeitos da quarentena imposta desde o dia 15 para controlar a pandemia da Covid-19, registrou queda de 12,9% no consumo em janeiro. Outros estados, como Rio Grande do Sul (-10%), Rio Grande do Norte (-9%) e Acre (-8%) também apresentaram quedas significativas. Destaque para o crescimento de 11% no consumo do Espírito Santo impulsionado pelo crescimento do ACL, especialmente o ramo industrial, com destaque o setor de minerais não-metálicos.

Geração de Energia

Do ponto de vista da geração, destaque para as usinas eólicas, que apresentaram um aumento expressivo, da ordem 98,6%, em relação ao mesmo período do ano passado. Esse salto, de acordo com a CCEE, tem duas causas principais: o crescimento da capacidade instalada da fonte de um ano para outro e o cenário meteorológico que levou as eólicas da região Nordeste a ter uma produção muito abaixo da esperada em janeiro de 2020.

Em relação às demais fontes, foi verificada uma redução de 9,3% por parte das hidrelétricas, um crescimento de 18,9% das fotovoltaicas e uma alta de 18% das térmicas.

Vale mencionar ainda a hidrelétrica de Belo Monte, localizada no rio Xingu. Devido às restrições operativas determinadas para a sua defluência, a usina produziu 56% menos energia do que em janeiro de 2020. No começo do ano passado, a UHE representava 6,4% da geração no Sistema Interligado Nacional – SIN. Em janeiro de 2021, passou a representar apenas 2,7%.

 
 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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