Safra 2021 deve superar em 3,2% o recorde atingido no ano passado

A safra nacional de grãos para 2021, cujos prognósticos já vinham indicando novo recorde, teve mais uma alta de estimativa e deve atingir 262,2 milhões de toneladas, ficando 3,2% acima da produção de 2020 (254,1 milhões de toneladas), que já havia sido a mais alta da série histórica do IBGE.

A soja e o milho deverão ser os grandes recordistas da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no país. Já o algodão, que vinha alcançando recordes por três anos seguidos, deve ter redução de 16,5% em relação a 2020.

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira (11), pelo IBGE. De acordo com o gerente da pesquisa, Carlos Barradas, a produção de algodão vinha crescendo para atender a demanda internacional, mas, com a pandemia da Covid-19, as quedas no setor de vestuário refletiram em uma menor procura por esse produto, influenciando na decisão de plantio da próxima safra.

“Na atual safra, o plantio da soja atrasou devido à escassez de chuvas em algumas regiões e, como grande parte das áreas de algodão são plantadas depois da colheita da soja, na segunda safra, é provável que os produtores reduzam a área plantada com o objetivo de minimizar o risco climático. Além disso, os excelentes preços alcançados pelo milho e sua forte demanda, devem influenciar a decisão dos produtores, no sentido de substituir o algodão pelo cereal, que possui um menor custo de produção e maior facilidade de comercialização”, avalia Barradas.

O milho, em relação à última informação (dezembro), teve sua estimativa de produção elevada em 2,0%, totalizando 103,7 milhões de toneladas, recorde da série histórica do IBGE. Em relação ao ano anterior, a produção deve ser 0,4% e a área a ser colhida 3,2% maiores. A primeira safra deve participar com 25,3% da produção brasileira de 2020 e, a segunda, com 74,7%.

“As exportações brasileiras de milho têm aumentado nos últimos anos, o que, junto à desvalorização cambial do Real, faz com que o produto aumente de preço no mercado interno, já que a oferta não é tão alta. Como a demanda interna pelo cereal continua elevada, em decorrência do maior consumo do complexo de produção de carne suína e de aves, bem como o da produção de ovos de galinha, os preços do produto devem continuar elevados. Algumas usinas de produção de álcool, a partir do milho, também estão sendo instaladas na região Centro-Oeste, o que tem elevado a demanda pelo cereal”, comenta Carlos Barradas.

E a estimativa da produção da soja foi de 130,3 milhões de toneladas, subindo 0,4% em relação ao mês anterior e 7,2% frente à safra de 2020, atingindo novo recorde na série histórica do IBGE.

O Mato Grosso é o maior produtor brasileiro de soja e a falta de chuvas no estado não só provocou o atraso no plantio como até a necessidade de replantio em algumas áreas. Mas, mesmo assim, a produção local foi estimada em 34,6 milhões de toneladas, que representa 26,6% do total nacional de soja a ser colhida em 2021.

“Além disso, na região Sul, as lavouras do Paraná e Rio Grande do Sul sofreram com a escassez de chuvas até novembro, o que pode resultar em declínio da produtividade. Contudo, a partir de dezembro, houve retorno das chuvas e as informações são de uma boa recuperação das lavouras”, acrescenta Barradas.

Em relação a dezembro, houve aumentos nas estimativas da produção do feijão 2ª safra (21,5%), da batata-inglesa 2ª safra (5,4%), do cacau (4,4%), do milho de 2ª safra (2,9%), do tomate (2,0%), do feijão de terceira safra (1,6%), da soja (0,4%), do arroz (0,2%) e do café canéfora (0,1%). Por outro lado, houve declínios nas estimativas da produção da batata-inglesa 1ª safra (-0,5%), do milho 1ª safra (-0,6%), do feijão 1ª safra (-0,8%), do sorgo(-1,5%), do algodão herbáceo (-2,8%), e do café arábica (-11,1%).

As regiões Sul (13,3%) e Nordeste (0,4%) aumentaram suas estimativas de produção, enquanto Centro-Oeste (-1,1%), Sudeste (-0,7%) e a Norte (-2,1%) reduziram.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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