Sistemas de Recomendação: como os sites sabem o que você está pensando

Sistemas de Recomendação: como os sites sabem o que você está pensando

Sabe quando você entra em um site ou plataforma para ver algo de seu interesse e logo ele te indica itens parecidos, como se entendesse você? Este é o papel dos sistemas de recomendação. “Essas ferramentas estão presentes em nossas vidas em muitos canais e segmentos. É uma tecnologia indispensável para qualquer e-commerce, pois facilita a navegação, transformando a experiência do usuário em algo muito mais prazeroso”, explica Rodrigo Schiavini, CEO da SmartHint, mecanismo de busca e recomendação que utiliza inteligência artificial para compreender e definir o comportamento do cliente dentro do e-commerce. 

Um sistema de recomendação, ou mecanismo de recomendação, é uma ferramenta que utiliza uma série de algoritmos, análise de dados e até mesmo inteligência artificial (IA) para realizar recomendações online. Essas recomendações podem ser personalizadas para cada usuário ou não, dependendo do objetivo de cada plataforma, da quantidade de dados obtidos e até mesmo do tipo de tecnologia utilizada. 

“Os sistemas de recomendação estão presentes hoje na maioria dos serviços de streaming, nas redes sociais, comércio eletrônico e até em lojas de aplicativos que utilizamos no dia a dia”, comenta Schiavini.

Normalmente, o foco é a personalização da experiência do usuário, utilizando dados referentes ao perfil e à navegação do mesmo para recomendar itens que tenham maior relevância para ele. Um sistema de recomendação coleta informação e, com isso, facilita o processo de tomada de decisão ao mostrar e recomendar uma seleção de itens. O item pode ser um produto, uma forma de conteúdo ou até mesmo uma pessoa – no caso de sites de relacionamento ou na sugestão de amigos em uma rede social.

Os dados referentes aos usuários podem ser de dois tipos: explícitos ou implícitos, sendo o primeiro baseado em informação concedida pelos usuários, geralmente diante de alguma pergunta ou solicitação, ou no segundo caso,  produzidos de forma espontânea pelos usuários e têm a ver com o comportamento dele durante a navegação, como cliques que faz, buscas, tempo de permanência em alguma página etc. 

A qualidade das recomendações tem relação direta com a quantidade e qualidade dos dados obtidos. Então, quanto mais dados houver a respeito de uma pessoa e de outras pessoas semelhantes a ela, melhores e mais personalizadas podem ser as recomendações, despertando o interesse desse usuário e ajudando na tomada de decisão. 

O sistema ajuda a organizar as informações de uma forma mais atrativa, mesmo que não haja certeza sobre o que procura, possibilitando fácil acesso a várias sugestões, sem a necessidade de procurar em categorias ou clicar item por item. É o que acontece com sistemas como Netflix, Spotify, Facebook, entre outros.

A maioria desses serviços conta com sistemas de recomendação próprios que utilizam inteligência artificial (IA) para que as recomendações sejam mais personalizadas e, portanto, mais assertivas. Nos sistemas de recomendação para e-commerce o principal objetivo é a sugestão de produtos para os consumidores nas chamadas vitrines inteligentes ou vitrines de recomendação. 

Vitrines inteligentes

As vitrines inteligentes agem como um vendedor virtual e recomendam os produtos de forma inteligente dentro da loja online. Tudo depende do quanto o consumidor navegou na loja e quantas informações disponibilizou para o sistema, tornando a navegação mais prazerosa, porque o consumidor consegue ver diversos itens de seu interesse sem ter que ficar procurando em categorias ou filtrando informações.

No entanto, se o cliente acabou de chegar no site e ainda não navegou o suficiente, fica difícil identificar seus interesses. O único caminho é trabalhar com as recomendações não personalizadas, que também podem ser bastante eficientes. Elas apostam em gatilhos mentais, como a escassez e a aprovação social, mostrando as últimas ofertas ou os itens mais vistos e/ou vendidos. Os lançamentos também são bastante utilizados.

Um grande case de sucesso neste sentido é o da Amazon. Eles trabalham com vitrines de recomendação em um sistema próprio e isso custa muito dinheiro e dá bastante trabalho. Afinal, é preciso ter uma equipe de tecnologia totalmente focada e especializada nisso. Mas, felizmente, hoje qualquer loja virtual, mesmo que não tenha uma equipe interna para desenvolver o seu próprio sistema, também pode contar com um mecanismo de recomendação em seu site, pois há serviços terceirizados totalmente voltados para isso, que podem fazer projetos específicos para cada loja, ou contar com uma estrutura padrão que pode facilmente ser adaptada a qualquer loja. 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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