Identificação por radiofrequência é solução para atender exigências de transparência no setor alimentício

Identificação por radiofrequência  é solução para atender exigências de transparência no setor alimentício

Os novos hábitos do consumidor demonstraram suas expectativas quanto à transparência das empresas ao oferecerem seus produtos nas gôndolas. Não estamos falando somente do quesito sustentabilidade, mas também temas relacionados a questões de saúde, higiene e segurança, que cresceram de forma acentuada nos últimos meses.

Falamos de tendências relacionadas às preocupações com o meio ambiente e desenvolvimento de produtos, embalagens e rótulos sustentáveis, e também de gestão de resíduos e controle de desperdícios. A expectativa do consumidor é obter informações precisas sobre como, exatamente, o produto chega ao supermercado e sua procedência, questões que, até então, eram aparentemente impossíveis de serem visualizadas por ele.

Cadeias mais transparentes

Em todos esses processos, o encontro da ciência dos materiais e da inovação digital é a chave para um futuro mais transparente. As empresas alimentícias pioneiras em inovação estão usando a tecnologia RFID (identificação por radiofrequência) para destacar suas cadeias de abastecimento, tornando-as mais transparentes.

O blockchain – um protocolo para armazenamento de informações com segurança – tem um enorme potencial para empresas que buscam aumentar seus esforços de transparência, uma abordagem que, em última análise, significa que os consumidores finais podem ter acesso e conhecer de onde vem os ingredientes.

Além disso, quanto à Identidade de Radiofrequência (RFID), as soluções servem como ferramenta de sustentação para um blockchain, isso pode levar a fluxos com maior transparência, mais segurança e administração automatizada das operações, por meio do uso de contratos inteligentes, eliminando muita complexidade da cadeia de suprimentos.

“As soluções como o RFID e o QR Code permitem que as empresas ofereçam aos consumidores um nível de confiança nunca antes visto. A introdução das identidades digitais, ampliação da rastreabilidade e o uso de materiais sustentáveis faz com que a transparência ofereça aos consumidores os mais altos padrões de visibilidade, segurança e autenticidade possíveis, enquanto dá às empresas controle total sobre suas redes de abastecimento. Em tempos de crise, essas tecnologias permitiram que empresas destinassem os produtos para onde eram demandados, atendendo as necessidades do consumidor de forma rápida e eficaz”, comenta Fabiana Wu, gerente de RFID da Avery Dennison.

Ferramenta poderosa

Antes considerada uma questão supérflua, a nova transparência não é apenas uma tendência de expectativa do consumidor; também é uma ferramenta poderosa para as empresas otimizarem suas cadeias de abastecimento e trazerem maior eficiência aos seus processos. Interna e externamente, os benefícios obtidos com as inovações que combinam materiais e tecnologia são um investimento fundamental para negócios, tanto nos espaços B2B quanto B2C. Diante de padrões de consumo cada vez mais exigentes, que espelham suas escolhas na reputação e boas práticas da indústria, é preciso acompanhar essas mudanças de comportamento para se manter em sintonia com as preferências do cliente final.

Além de todos esses benefícios, a tecnologia RFID ainda contribui para melhorar a eficiência e aumentar a visibilidade em toda a cadeia produtiva. Sua utilização permite uma gestão precisa dos estoques, com melhor controle de qualidade e da validade dos produtos, evitando a escassez de itens e reduzindo o tempo de inventário das empresas. Além disso, otimiza a distribuição e possibilita o acompanhamento das entregas em tempo real, assim como o planejamento de rotas, com um rastreamento logístico de ponta a ponta.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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