Negócios com vendas diretas crescem 21%
O primeiro balanço semestral de 2010 da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (Abvd) aponta que seguindo a tendência dos últimos seis anos o setor continuou crescendo. Com um volume de negócios de R$ 11,8 bilhões, a taxa de expansão ficou em 21,2% sobre o primeiro semestre de 2009. Descontada a inflação do peíodo, o crescimento real obtido foi de 16,4%.
O contingente de revendedores ativos também cresceu em comparação com o ano passado. O primeiro semestre de 2010 registrou cerca de 2,631 milhões de revendedores realizando vendas pelo canal, contra 2,255 em 2009, ou seja, 16,7% mais que há um ano. Para o presidente da Abevd, Paulo Quaglia, o desempenho anunciado é a confirmação das virtudes do setor. “Os números superaram nossas expectativas e o setor vem se destacando a cada ano. O número de revendedores cadastrados continua aumentando, o que demonstra que o interesse das pessoas pela atividade está em alta. E isso já começa a refletir no faturamento do setorâ€, analisa.
As vendas diretas constituem um setor cada vez mais relevante para a economia brasileira, responsável pela contribuição fiscal da comercialização de produtos e serviços realizada por milhões de revendedores autônomos. በcomposto por empresas de segmentos diversos, sendo 88% da categoria de cuidados pessoais, 6% de suplementos nutricionais, 5% de cuidados do lar e 1% de serviços e outros.
Também chamadas de vendas por relacionamento, as vendas diretas ocorrem em círculos sociais, fora de estabelecimentos comerciais fixos. Não deve ser confundida com a venda porta a porta, uma vez que esse termo está sujeito a toda sorte de mercadorias, de origem desconhecida, e sobre a qual não se aplicam as diretrizes estabelecidas pelos Códigos de á‰tica da Abevd. Vale lembrar que o mercado brasileiro de vendas diretas fechou o ano de 2009 com um crescimento de 18,4%, movimentando um volume de R$ 21,8 bilhões.








