Pesquisa aponta caminhos para desburocratizar o Brasil
O empresariado brasileiro, em pesquisa realizada pela Amcham com apoio do Ibope, apontou formas para diminuir os entraves burocráticos no Brasil que impõem altos custos de transação a seus negócios. Para 31%, o governo deve aperfeiçoar programas, ações e processos com base principalmente em eliminação de redundá¢ncias e aumento da eficiência da gestão; punições mais rápidas e eficazes aos infratores e menor espaço á corrupção; diminuição do tamanho do estado; e simplificação da forma de arrecadação.
Mudanças na legislação e regulamentação são defendidas por 27%, especialmente no que diz respeito a recriação de um Ministério de Desburocratização; políticas unificadas definidas pela União e implementadas sem exceção por estados e municípios; e reformas tributária, trabalhista, política e previdenciária. Outros 14% avaliam que é preciso alterar e eliminar tributos, e 12% dizem que o governo deveria fazer uso mais intensivo de tecnologias, integrando sistemas e utilizando certificações digitais.
A pesquisa integra o projeto Competitividade Brasil – Custos de Transação†e foi anunciada na abertura do quarto seminário do programa, que debateu a Descomplicar o que for possível pelo Executivo†na sede da Amcham-São Paulo, nesta terça-feira (3). No processo de sondagem foram ouvidos 211 altos executivos de companhias dos mais variados portes e setores localizadas em dez cidades do país.
O levantamento mostra também como o empresariado pode contribuir para diminuir a complexidade burocrática no país. Para 46% dos ouvidos, as empresas devem intensificar as relações com o estado, fiscalizando e dando sugestões ao governo e ao Congresso, trabalhando contra a sonegação e a informalidade, e ainda participando de consultas públicas. Outros 17% afirmam que as companhias podem usar mais tecnologias, assumindo gestão de informações que deveria ser executada pelo governo e atribuições dos cartórios, e ampliando o envio e recebimento de dados eletronicamente. Há ainda uma parcela de 3% dos ouvidos para os quais é importante exercer pressão sobre os parlamentares para que promovam reformas.
Outras formas de atuação citadas são a participação em associações de classe; o desenvolvimento de benchmarks com concorrentes globais e até o direcionamento de investimentos a países com menos custos relacionados á burocracia.


