Julgamento no STF pode baratear medicamentos para pacientes de Covid-19

Está marcado para esta quarta-feira (14), no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.529, que pode acabar de forma definitiva com a extensão de patentes de medicamentos – confirmando importante decisão liminar do ministro Dias Toffoli. A legislação brasileira garante até 20 anos de vigência de patentes – o que está em consonância com as práticas mundiais -, mas uma brecha na Lei de Propriedade Industrial (LPI) permite que o prazo seja estendido por 10 anos, gerando incerteza jurídica, inflando preços e diminuindo a oferta de produtos.

O Movimento Medicamento Acessível – que une representantes da indústria farmacêutica e associações de pacientes – atua para sensibilizar as autoridades e a sociedade sobre o tema. “Defendemos o direito de acesso universal à saúde

e queremos garantir medicamentos mais baratos e multiplicidade de opções de tratamento para médicos e pacientes. O país não pode permitir que a falta de remédios e os altos preços sigam amparados por uma regra inconstitucional”, afirma o porta-voz do Movimento e presidente-executivo do Grupo FarmaBrasil, Reginaldo Arcuri.

Redução de 50%

Um exemplo de medicamento em extensão arbitrária de patente é o Sugamadex, utilizado no protocolo de intubação de pacientes com covid-19. Atualmente, o fármaco é vendido por R$ 4 mil. Caso o parágrafo único do Artigo 40 da LPI seja revogado, o custo do pode cair pela metade.

Outro insumo fundamental na recuperação de doentes é o anticoagulante Rivaroxabana, indicado pela OMS em casos de covid-19. Além de custar R﹩ 300 a unidade, o medicamento, assim como o Sugamadex, está escasso nos hospitais devido à exclusividade de produção estendida pela atual legislação.

Prejuízos ao SUS

Estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) aponta que o fim da extensão de patentes de medicamentos também evitaria prejuízos ao SUS – que, segundo os dados, passaram de R$ 2 bilhões apenas entre 2015 e 2017.
 
A medida ainda provocaria a redução de pelo menos 35% no valor dos medicamentos.

Movimento Medicamento Acessível

O Movimento Medicamento Acessível é formado por entidades como a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), Grupo FarmaBrasil, Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina (Abifina), Federação Nacional das Associações de Pacientes Renais e Transplantados do Brasil (Fenapar), Associação Brasileira de Transplantados (ABT), Associação Mineira dos Portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais (Amidii) e Instituto Contemplo.

Mais de 30 mil pessoas já assinaram a petição on-line apoiando o Movimento.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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