Risco de contaminação por Covid-19 em universidades é maior que em escolas de nível básico

Risco de contaminação por Covid-19 em universidades é maior que em escolas de nível básico

A polêmica sobre o retorno ao ensino presencial nas escolas brasileiras segue intensa. Diversos estados brasileiros judicializaram a questão do retorno às aulas presenciais. O Centro de controle e prevenção de doenças nos Estados Unidos divulgou, este ano, uma pesquisa ampla sobre a contaminação por Covid-19 em ambientes escolares e entre faixas etárias. O estudo pode ser um mapa para definição da retomada do ensino presencial no Brasil e já mostrou que há maior risco de contaminação em universidades que em escolas de nível básico.

O CDC destaca que evidências encontradas em diversos estudos sugerem que crianças e adolescentes podem ser menos comumente infectados com Covid-19 do que adultos. “A proporção de pessoas infectadas entre aqueles expostos ao vírus é uma medida de suscetibilidade à infecção. No entanto, as crianças geralmente têm um risco menor de exposições cumulativas. As investigações de transmissão domiciliar e estudos de triagem populacional durante os períodos em que as escolas estão abertas para aulas presenciais provavelmente fornecem os métodos mais eficazes para avaliar o risco de infecção em crianças em relação aos adultos”, destaca trecho da pesquisa

A pesquisa divulgada pelo CDC nos EUA destaca que crianças menores de 10 anos de idade podem ter menos probabilidade de serem infectadas do que adolescentes. “Essa possibilidade é apoiada por estudos de rastreamento de contato. A susceptibilidade à infecção pelo vírus e a proporção entre aqueles infectados que apresentam sintomas geralmente aumentam com a idade”, aponta o estudo.

Solução é investir no online

Para o especialista em educação e tecnologia, Alfredo Freitas (foto), que tem mais de 15 anos de experiência e é diretor de ensino e tecnologia da Ambra University – universidade que forma totalmente online e em português nos Estados Unidos, acredita que as revelações do estudo mostram que o risco de contaminação será maior nas universidades e defende investimentos em ensino online como solução imediata enquanto a cobertura vacinal no Brasil não seja ampla.

“O ensino via internet é uma realidade irreversível no Brasil e no mundo e já recebe um novo impulso devido a pandemia e isto não é de hoje. Precisamos estar todos atentos a este fenômeno e buscar, principalmente no Brasil, investimentos em tecnologia educacional, conectando as escolas, e principalmente as universidades na internet. Não haverá solução imediata para a retomada do ensino nas universidades que não passe pela digitalização dos processos metodológicos”, afirma Alfredo Freitas.

Vacinação não estimula retorno presencial às escolas

Freitas destaca que nos EUA, onde a vacinação já está avançada com mais de 200 milhões de americanos vacinados, a proteção vacinal não estimulou a retomada do ensino presencial nas universidades anericanas. Levantamento da UNESCO revela que a média mundial de escolas fechadas devido à pandemia é de 22 semanas. Nos EUA, a média foi de 38 semanas. Na Europa, 10 semanas. No Brasil, o número foi registrado em 40 semanas em que as escolas permaneceram fechadas.

“Não é possível imaginar que somente a vacinação vá encorajar todos imediatamente a retomar suas rotinas. Nos EUA e em outros países que já estão com cobertura vacinal mais avançada percebemos que a retomada do ensino presencial ainda é tímida. No Brasil, não será diferente. É preciso que os países busquem alternativas para deixar cada vez mais o ensino via internet. Não há como pensarmos o ensino do futuro sem considerar a internet como primordial nesse processo”, afirma Alfredo Freitas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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