Oportunidades para o setor de alimentos

Os produtores de alimentos do Brasil têm boas chances de exportar mais. Um estudo da Aência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) apresentado nesta quinta-feira (12) em um seminário promovido pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) mostra que o País ainda tem presença tímida em diversos mercados importantes para segmentos como carnes, frutas, bebidas e massas. Segundo a avaliação da Apex, as empresas interessadas em exportar devem adotar rapidamente as tendências dos consumidores em outros países, como a preferência por produtos saudáveis, com determinação de origem, orgá¢nicos e funcionais.
 
Segundo o analista de gestão em negócios da Apex., Leonardo Machado, o mercado para o setor de alimentos tem uma perspectiva muito boa. Até 2025 a população mundial deve crescer em mais um bilhão de pessoas. Mas não é um mercado fácil. As pessoas estão cada vez mais preocupadas com questões como o comércio justo, a segurança alimentar, ao mesmo tempo em que procuram produtos mais práticos, com selos de qualidade e origem certificada.
 
A pesquisa da Apex foi feita para embasar a missão brasileira que vai visitar a Sial Paris, uma das mais importantes feiras internacionais na área de alimentos. Organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e com participação dos Centros Internacionais de Negócios estaduais, a missão será realizada de 15 a 23 de outubro e prevê visitas guiadas á  feira, presença em rodadas de negócios, um stand de apoio aos empresários e um catálogo dos participantes. A feira acontece a cada dois anos. Em 2008, atraiu 147 mil visitantes, sendo 85% deles internacionais, informa Carlos Tedesco, da unidade de comércio exterior da CNI.
 
A metodologia usada pela Apex no estudo sobre oportunidades em alimentos e bebidas cruza dados quantitativos, listando os maiores importadores de determinados alimentos, a participação do Brasil nesses mercados e o crescimento dos embarques para esses países. Além disso, é feita uma consulta a empresas, que avaliam o potencial dos destinos selecionados. Para os exportadores de arroz, por exemplo, a pesquisa destaca a Itália, um grande comprador do produto, onde o Brasil tem apenas 3,8% do mercado, mas para onde vem aumentando os embarques.
 
No segmento de frutas, os produtores do Brasil terão de trabalhar para adaptar seus produtos á  preferência por alimentos orgá¢nicos que está se consolidando nos países desenvolvidos – o Reino Unido é um exemplo de destino em potencial. Há também um público crescente que busca frutas e sucos com propriedades nutricionais especiais, como o açaí. Outro setor que merece destaque é o de carnes, que ainda tem condições de ganhar participação em alguns dos maiores importadores do mundo, como China, Irá e Rússia.
 
Apesar de ter sido formulado como um apoio á  participação brasileira na Sial Paris, o estudo da Apex ficará disponível no site da instituição (www.apexbrasil.com.br) para qualquer empresa interessada. A missão comercial para a Sial Paris ainda está com as inscrições abertas. O investimento previsto é de 2.275 euros por pessoa. Mais informações no site do CIN do Rio Grande do Sul (www.cinrs.org.br).

Soma

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