Como funciona o crédito baseado em receita recorrente e quais são seus benefícios?

Como funciona o crédito baseado em receita recorrente e quais são seus benefícios?

O cenário da nova economia, em que as empresas estão unificando o online e o offline e focando cada vez mais na experiência do consumidor, vem alavancando novos modelos de negócio. É o caso das companhias que atuam com receita recorrente, como os serviços por assinatura, por exemplo. Uma pesquisa realizada pela Zuora em 12 países apontou que o número de consumidores que possuem três serviços por assinatura passou de 53% em 2014 para 78% em 2020 e pode ultrapassar 90% até 2022.

Para solucionar  as demandas de crédito para esse segmento, surgiu a a55 – primeira fintech brasileira especializada em crédito para empresas de receita recorrente, tornando-se uma alternativa para companhias que já contam com uma base de clientes e um faturamento considerável, mas querem ampliar seu crescimento. “Com um formato de assinaturas ou mensalidades, que nem sempre são contratuais, e uma receita previsível ou ‘persistente’, os credores vêem esse modelo como um ativo que acaba fornecendo mais garantia para o financiamento. Essa linha de crédito também pode ser vista como um capital de giro onde o valor disponível para o empréstimo é vinculado à recorrência da empresa”, explica André Wetter, presidente da a55.

Voltada para companhias com modelos de negócio como gestão de relação com o cliente (CRM), sistemas integrados de gestão (ERP), plataformas de pontos de venda (PDV), software como serviço (Saas), hardware como serviço (Haas), plataforma como serviço (Paas), provedores de internet e telefonia, além de clube de assinaturas e serviços mensais.

Com essa parcela da receita, a empresa paga de volta o empréstimo durante a operação e, à medida que o faturamento cresce, é possível solicitar novos limites de crédito. Como em um empréstimo tradicional, há uma análise de crédito onde avaliam-se diversos dados da empresa como sua base de clientes recorrentes, índice de perda de clientes e planejamento para adquirir novos clientes.

No entanto, há diferenças do modelo tradicional: o valor disponibilizado no financiamento é baseado nas receitas da empresa e não em seu balanço patrimonial ou de ativos, por exemplo. O pagamento também é mais flexível justamente por ser calculado com base em uma pequena parte do faturamento daquela empresa.

“A popularidade desta linha de crédito está relacionada com as vantagens dessa modalidade justamente por não exigir ativos, ser menos burocrático do que nos grandes bancos, otimizar o fluxo de caixa, trazer mais flexibilidade e liberdade, além de menor custo”, explica André.

No caso da a55, além do crédito, a fintech também conta com taxas pré-fixadas – então a parcela não sobe junto com indexadores como a Selic. Além disso, a a55 conta com uma plataforma única em que as empresas têm acesso a serviços de gestão financeira como consolidação das contas bancárias, soluções de custódia, faturamento, meio de pagamento e inteligência de crédito com insights sobre suas operações a partir de seus dados.

Com essa inteligência, a fintech consegue prever a necessidade de capital de giro da empresa, seja para crescer o negócio ou investir em marketing digital, por exemplo. No total, a a55 conta com mais de 12 mil clientes cadastrados em sua plataforma, impulsionou mais de 200 empresas no Brasil e no México e já originou mais de R$ 200 milhões em crédito.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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