Pandemia aumentou o desejo de mudar para 77% dos brasileiros

Pandemia aumentou o desejo de mudar para 77% dos brasileiros
No mercado imobiliário, uma das tendências que surgiu após o período do isolamento social foi a busca por imóveis maiores e com mais espaços ao ar livre, como quintais e varandas. O Imovelweb, um dos maiores portais imobiliários do País, realizou a pesquisa “Mercado Imobiliário pós-Covid-19” com 1485 pessoas de diversas partes do Brasil e comprovou a continuidade da preferência dos brasileiros por um espaço maior. Por outro lado, a pesquisa mostrou uma resistência a comprar imóveis sem a visita presencial: 76% dos entrevistados disseram que não mudariam para um imóvel que só foi visualizado por foto ou vídeo.

Dos participantes da pesquisam, 64% são proprietários de imóveis e 36% moram de aluguel. Apesar disso, 80% dos entrevistados querem comprar um imóvel. Os resultados também mostram que o cenário atual aumentou o desejo de mudar para 77% dos pesquisados.

Compra de imóveis

Dos entrevistados que querem comprar um imóvel, 80% afirmam que pretendem negociar um preço mais baixo. Os dados também mostram que 38% pretendem mudar em menos de um ano, 32% em menos de dois anos, 26% em menos de seis meses e 4% em menos de um mês. O que facilitaria os planos de mudança de propriedade são os seguintes pontos:

– 48% gostariam de ter um desconto na compra;

– 30% acreditam que a possibilidade de acesso a crédito;

– 28% apontam uma maior flexibilidade nos pagamentos do imóvel;

– 26% gostariam de vender o imóvel que tem e comprar outro;

– 21% querem taxas de impostos sobre a propriedade mais baixas;

– 14% acreditam que um aumento na renda mensal ajudaria;

– 13% apontam uma melhora na situação econômica geral;

– 10% acreditam que a vida antes da pandemia facilitaria a mudança;

– 4% acham que um serviço de mudança mais barato.

Quanto aos motivos para a mudança, 22% desejam vender a propriedade e mudar para outra, 16% sonham em ter a casa própria, 15% buscam imóveis com espaços exteriores e 11% querem uma propriedade maior. Quando perguntados sobre a principal prioridade na nova casa, 45% querem casa com quintal ou terraço, 32% que tenha varanda, 29% buscam mais m², 25% querem mais ambientes, 20% procuram uma propriedade em um bairro fechado, 20% que tenha um jardim e 4% que seja na periferia da cidade.

Aluguel de imóveis

Para 39% dos participantes que querem alugar um imóvel, a mudança deve ocorrer em menos de seis meses, para 27% em menos de um ano, para 18% em menos de um mês e para 16% em menos de dois anos. Questionados sobre o que facilitaria os planos para trocar de imóvel, 54% responderam que o desconto no aluguel ajudaria, 53% apontaram as condições de aluguel mais flexíveis, 39% disseram que a permissão de animais de estimação na propriedade, 23% um aumento na renda mensal, 19% a retomada da vida antes da pandemia, 19% a melhora da situação econômica em geral e 17% um serviço de mudança econômico.

A pesquisa também questionou sobre o aumento do aluguel em relação ao período anterior a pandemia. A maior parte (57%) apontou que o aumento foi de até 10%. Para 28%, houve um crescimento entre 10% e 30% no valor de locação. O preço subiu entre 30% e 50% para 14% dos entrevistados. Apenas 1% respondeu que o crescimento foi acima de 50%.

Sobre a situação atual, 40% afirmaram que querem um lugar com espaço livre, 25% apontaram que o espaço atual é pequeno, 23% acreditam que a situação econômica gera insegurança e isso dificulta a decisão de mudar, 17% disseram que precisam diminuir o tamanho da residência porque não conseguem manter a propriedade. Além disso, 15% apontaram a dificuldade de fazer visitas a propriedades no atual contexto e 6% colocaram que precisam mudar para um bairro mais modesto.

Países da América Latina

A pesquisa também ouviu moradores da Argentina, Peru, Equador, México e Panamá. Para 67% dos latino-americanos, o desejo de mudar de imóvel aumentou com a pandemia e 77% afirmaram que não mudariam para um imóvel que só viram por foto e vídeo.

Os dados também mostram que 51% dos entrevistados latino-americanos que procuram um imóvel para alugar planejam se mudar em menos de seis meses. 23% planejam se mudar em menos de um mês e 20% em menos de um ano. Apenas 6% dos consultados na região desejam se mudar em menos de dois anos.

O relatório também revela que 38% dos consultados na região que querem comprar um imóvel planejam se mudar em menos de um ano. 34% consideram que a operação será realizada em menos de dois anos e 25% em menos de seis meses. Por fim, os 3% restantes projetam que a mudança ocorrerá em menos de um mês.

Os dados da América-Latina se assemelham com o do Brasil, principalmente na parte da razão para trocar de imóvel. Quando questionados sobre o principal motivo pelo qual desejam se mudar, 20% dos latino-americanos responderam que precisam vender seu imóvel atual para poder se mudar para outro. Enquanto 18% pretendem mudar-se para uma propriedade com espaços exteriores, 15% sonham em ter uma casa própria. Por outro lado, 11% querem uma nova propriedade com dimensões maiores para morar e 11% destacam algum outro aspecto como importante.

Da mesma forma, 6% dos pesquisados ​​estão procurando um lugar para morar com o companheiro e 4% planejam se tornar independentes porque ainda moram com os pais. 4% responderam que precisam de um local mais barato e outros 4% querem se mudar porque o contrato de aluguel termina.

Por outro lado, 3% afirmam que precisam mudar de casa porque se separaram do companheiro e outros 3% querem se mudar para um imóvel com conforto. Por fim, 1% quer se mudar porque a família vai aumentar e os 1% restantes ainda têm um imóvel para morar enquanto estudam.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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