Crescem negócios com balas e chocolates

O gosto do brasileiro por balas e chocolates quando comparado a consumidores de outros países, que preferem frutas de sobremesa, e o aumento de renda da população têm contribuído para o crescimento dos negócios das indústrias de balas, chocolates e derivados. Para este ano, o setor projeta um incremento nas vendas de 15%, ou seja, mais do que o dobro do aumento do PIB previsto para 2010.

E a indústria de confeitos aproveitando o momento favorável, não perde tempo. Nesta semana, por exemplo, durante a realização da feira Sweet Brazil Internacional, no Expotrade Pinhais, foram lançados 150 novos produtos entre balas, chocolates e confeitos.

Eu conversei com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Chocolate, Balas e Derivados, Getúlio Ursolino Netto, e ele me disse que além do aumento do consumo por guloseimas no mercado interno, as indústrias brasileiras também encontram nas exportações um bom motivo para crescer. O Brasil é hoje o terceiro maior produtor mundial de balas e chocolates, ficando atrás apenas da Alemanha e Estados Unidos, e nossos doces já chegam a 142 países. Em 2009, as exportações das indústrias de doces brasileiras, incluindo as paranaenses, chegaram a US$ 350 milhões.

No caso específico das balas brasileiras, elas têm um preço bastante competitivo no mercado internacional, principalmente porque somos grandes produtores de açúcar, que é a principal matéria-prima. Já no caso do chocolate, 50% do cacau utilizado pela indústria nacional são importados da Indonésia.

E diante das boas perspectivas do mercado, as indústrias investirão US$ 348 milhões nos próximos três anos, visando a construção de novas fábricas ou aumento da produção. O Paraná conta hoje com cinco grandes fábricas de balas e, está em Curitiba, a maior indústria de chocolates do Brasil, que é a Kraft. O paranaense também é um grande consumidor de chocolates. Enquanto na média nacional, cada brasileiro consome 1 quilo e 800 gramas de chocolate por ano, o paranaense come 2 quilos e oitocentos gramas de chocolate anualmente.

Soma

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