Apesar da pandemia, número de novas empresas cresce 62% em 2021

A pandemia impactou fortemente toda a sociedade, gerando uma forte crise econômica e também política. Apesar deste cenário de instabilidade, no primeiro semestre deste ano foram criadas 643.533 novas empresas no Brasil, o que representa um crescimento de 62% em relação ao mesmo período de 2020, o maior aumento dos últimos quatro anos. O levantamento não considera os Microempreendedores Individuais – MEIs. Os dados fazem parte de um estudo feito pelo Empresômetro Inteligência de Mercado, plataforma de business intelligence que oferece soluções estratégicas para o mercado B2B e B2G.

O resultado do estudo reflete um aumento na confiança dos empresários, como ressalta o head de estudos do Empresômetro, Gilberto Luiz do Amaral. “Ainda estamos em meio a um cenário de pandemia, que já dura um ano e meio, mas este significativo número de novas empresas demonstra que os empresários estão mais confiantes e acreditando na recuperação econômica do país. O estudo mostra que houve crescimento na abertura de empresas de todos os portes, seja grande, média, pequena ou micro”, destacou.

Na tabela abaixo é possível observar a quantidade de empresas abertas nos primeiros semestres desde 2018, assim como uma variação comparativa em relação aos anos.

Investimento nas novas empresas

Além do aumento no número de empresas abertas, o valor investido nos novos negócios também aumentou. No primeiro semestre de 2021 o montante registrado de capital social alcançou o valor de R$ 98,35 bilhões, um aumento de R$ 35,66 bilhões, ou seja, 56,88% em relação ao mesmo período do ano passado.

Abertura de empresas por estado

Todos os estados brasileiros apresentaram um crescimento no número de empresas abertas no primeiro semestre de 2021. São Paulo foi o estado que apresentou a maior quantidade de novos negócios, registrando um aumento de 60,41% em relação ao ano anterior, com 187.153 empresas abertas. Em seguida Minas Gerais com 64.918 novos negócios e o Rio de Janeiro com 46.122 novos empreendimentos. Em termos percentuais os destaques são Amapá com 118,74% de crescimento, Pernambuco com 88,86% e Alagoas com 86,34%.

Houve um aumento também em relação a criação de novas empresas estrangeiras no país, como pode ser visto na tabela abaixo:

Abertura de negócios por ramo de atividade

Na análise por ramos de atividade, o que mais se destacou na abertura de empresas no período, com 16.768 novos empreendimentos, foi de Serviços Combinados de Escritório e Apoio Administrativo, que é uma classificação utilizada para identificar atividades de serviços compartilhados (administrativos, financeiros, contábeis, de tecnologia da informação), escritórios virtuais e consultorias variadas.

Em seguida o setor de Comércio Varejista de Artigos do Vestuário e Acessórios, que abriu 13.482 empresas. “O estudo identificou também que o terceiro setor que mais abriu empresas no primeiro semestre foi o ramo de Atividade Médica Ambulatorial Restrita a Consultas, que criou 10.561 negócios. O que pode ser justificado por conta da pandemia, já que esta classificação é utilizada nas atividades de consultas e tratamento médico prestadas a pacientes externos exercidas em consultórios, ambulatórios, postos de assistência médica, clínicas médicas, clínicas oftalmológicas e policlínicas, consultórios privados em hospitais, clínicas de empresas, centro geriátricos, bem como realizadas no domicílio do paciente”, explicou o Head de Estudos do Empresômetro.

Abaixo é possível observar os 20 setores que mais abriram empresas no primeiro semestre, incluindo um comparativo com anos anteriores.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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