Custos da construção aumentam 1,89% em julho

Custos da construção aumentam 1,89% em julho

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado nesta terça-feira (10) pelo IBGE, subiu 1,89% em julho, terceira maior alta do ano, mas 0,53 ponto percentual abaixo da taxa do mês anterior (2,46%). No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa é de 22,60%, resultado acima dos 20,92% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores e o maior da série histórica. O acumulado de janeiro a julho ficou em 13,49%. Em julho de 2020, o índice foi 0,49%.

“Os indicadores acumulados estão apresentando maiores valores e crescendo sucessivamente porque estamos substituindo meses com menores índices de 2020. Além de haver uma diferença grande nas taxas mensais, não houve, até agora, nenhum mês em 2021 cujo índice tenha sido menor do que os verificados em 2020. Desde novembro de 2020, quando ficou em 8,30%, este acumulado vem registrando mensalmente as maiores taxas da série”, destaca gerente do Sinapi, Augusto Oliveira.

O custo nacional da construção por metro quadrado, que em junho havia fechado em R$ 1.421,87, passou em julho para R$ 1.448,78, sendo R$ 853,03 relativos aos materiais e R$ 595,75 à mão de obra.

A parcela dos materiais apresentou variação de 2,88%, alta de 0,52 ponto percentual em relação ao mês anterior (2,36%). Considerando o mês de julho de 2020 (0,48%), houve aumento de 2,40 pontos percentuais.

“Os materiais continuam com altas sucessivas nos preços em todo o país. A alta é generalizada em todos os segmentos e de forma contínua em todos os estados, sobretudo do Sudeste. As altas têm se mantido ao longo do ano com um foco em produtos básicos derivados do aço e condutores elétricos, derivados do cobre, ambos insumos que são commodities minerais. Essas matérias primas estão impactando muito o preço dos produtos que as utilizam”, analisa o gerente do Sinapi.

Ele destaca ainda que há sobretudo um crescimento das pequenas obras e no setor imobiliário, que tem apresentado muitos lançamentos, conforme matérias na imprensa. “Esse aumento na demanda podem ser uma das justificativas para as elevações nos preços dos insumos da construção civil”, completa Oliveira.

Já a parcela da mão de obra com taxa de 0,52%, e menos acordos coletivos firmados, apresentou queda de 2,08 pontos percentuais frente ao índice de junho (2,60%). Em relação a julho de 2020, houve aumento de 0,02 ponto percentual (0,50%).

“No mês anterior, a parcela de mão de obra teve grande impacto no índice, como consequência do número grande de acordos coletivos homologados. Diferentemente, em julho, apenas foram captados acordos coletivos em três estados – Rio Grande do Sul, Ceará e Maranhão, um número bem inferior ao mês passado. Com isto os custos da mão de obra em julho caíram 2,6 pontos percentuais em relação a junho, registrando 0,52%”, analisa Oliveira.

Os acumulados no ano são 20,09% (materiais) e 5,24% (mão de obra), sendo que em 12 meses ficaram em 37,67% (materiais) e 6,04% (mão de obra).

Região Sudeste registra maior alta

A região Sudeste, com alta observada na parcela dos materiais em todos os estados, ficou com a maior variação regional em julho, 2,25%.

As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 1,29% (Norte), 1,56% (Nordeste), 1,90% (Sul), e 1,98% (Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.400,82 (Norte), R$ 1.364,47 (Nordeste), R$ 1.516,02 (Sudeste), R$ 1.521,78 (Sul) e R$ 1.406,76 (Centro-Oeste).

Entre os estados, o Mato Grosso do Sul apresentou a maior variação mensal, 3,58%, devido à alta tanto na parcela dos materiais como na mão de obra; seguido pelo Ceará (3,28%), sob impacto da alta dos materiais e dissídio coletivo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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