Setor de massas e biscoito quer reajustar produtos em 9%
Devido á pressão de custos provocada pelo aumento nos preços de insumos e serviços, o setor de biscoitos e massas alimentícias precisa de um realinhamento nos preços de até 9%. As empresas já vêm absorvendo os aumentos praticados pelos fornecedores; porém, chega um ponto em que precisam promover um realinhamento para que possam se manter sadiasâ€, explica o presidente do Sindicato da Indústria de Massas Alimentícias e Biscoitos do Estado de São Paulo (Simabesp) e vice-presidente da Associação Nacional das Indústrias de Biscoitos (Anib), José dos Santos dos Reis.
Entre os itens reajustados que causaram essa reavaliação estão a farinha de trigo, 20%; açúcar, 25%; gordura, 15%; papelão, 20%; embalagens, 15%; frete, mais de 15% e acordos coletivos de trabalho, que seguiram os índices da inflação. A farinha de trigo especial utilizada pelas massas frescas teve reajustes acima de 30%.
De acordo com Reis, a maioria dos insumos são commodities, ou seja, têm seus preços regulados pelo mercado internacional, a exemplo do trigo, que vem tendo seus preços aumentados desde a quebra da safra russa em julho, ocasionando 70 mil toneladas a menos no mercado internacional. Os preços finais dependem do tipo do produto e de cada fabricante. As pressões têm impacto diferente em cada um e o resultado final depende de uma série de variáveisâ€,justifica.
Presente em 98% dos lares e com 585 indústrias, o Brasil é o segundo maior mercado de biscoitos no mundo, ficando abaixo somente dos Estados Unidos. A perspectiva para 2010 é de 3% de crescimento em relação a 2009, que registrou um incremento de 2,5%, fechando o ano com um total de 1milhão 206 mil toneladas.








