Empresas paranaenses do setor pet acumulam resultados positivos na pandemia

Apesar da oscilação da economia em função da pandemia, as empresas paranaenses do setor pet não têm do que se queixar. A Drogavet, que manipula medicamentos veterinários, a My Pet, que vende planos de saúde por assinatura, a Organnact, que produz suplementos alimentares para cães, gatos e cavalos e a iPatas que conecta fornecedores de produtos e serviços aos tutores, têm apresentado resultados acima das expectativas nos últimos 18 meses.
Eu conversei com o sócio fundador da Drogavet, Flavio Pigatto (foto), e ele me contou que quando a pandemia da Covid-19 foi declarada em março do ano passado, foi criado um comitê de crise, pois havia muita insegurança em torno do que estaria por vir. No entanto, o comitê de crise acabou se transformando num comitê de expansão de lojas. Segundo Pigatto, em janeiro de 2020, a Drogavet tinha 51 unidades. Hoje são 85 lojas abertas e em fase de instalação. Também em faturamento, o crescimento chegou a 40%.
O sócio fundador da Drogavet acredita que este mercado tem potencial para crescer ainda mais. No caso de franquias, a Drogavet tem uma lista de 130 candidatos interessados em se tornarem franqueados da farmácia de manipulação. Uma franquia da marca custa entre R$ 350 mil e R$ 400 mil, dependendo do tamanho da loja.
Brasil e o segundo maior mercado de pets do mundo
Flavio Pigatto destaca que o Brasil é o segundo maior mercado pet do mundo com quase 140 milhões de animais e nos próximos cinco anos a expectativa é que o faturamento deve crescer 80%. Para o diretor da Drogavet, este é um número bastante animador, considerando-se que nos últimos anos, o setor pet vinha crescendo entre 7,5% e 8% e em 2020, pulou para 13,5%.
Um ponto interessante na área de medicamentos veterinários, é que os donos dos animais estão se conscientizando mais sobre a longevidade dos seus bichinhos de estimação. Pigatto me disse que a média de vida de um cachorro no Brasil é de apenas quatro anos, enquanto que nos Estados Unidos chega até 13 anos.
Outro ponto curioso, segundo o empresário, é que a pandemia fez com que as pessoas comprassem ou adotassem cães e gatos como uma forma de companhia. No caso dos felinos, está havendo um crescimento tão grande, que estima-se que em quatro anos o número de gatos será maior do que a de cachorros.
My Pet cresce mais de 600%
Outra empresa paranaense que está animada é a My Pet, Nestes primeiros sete meses de atuação, a empresa cresceu 678%. Até junho de 2021, a carteira de clientes ganhou 746 vidas ativas. Até o final de 2021, a expectativa é crescer 1.200% e ter um volume de 1,8 animais com planos de saúde.
O diretor de comercial e marketing da Organnact, Jorge Bacila, com 30 anos de atuação no setor de suplementos para pets, informa que a companhia registrou crescimento de 62%nas vendas dos produtos voltados à saúde e bem-estar de cães e gatos no primeiro semestre de 2021, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Tutores de animais se preocupam mais na pandemia
Entre os produtos que registraram maior crescimento nas vendas estão os que oferecem um conjunto completo de vitaminas para uso em pets de todas as idades e que aumentam a imunidade dos animais, contribuindo para uma vida mais longa e de qualidade.
“O crescimento nas vendas indica que a pandemia trouxe um novo comportamento, uma nova preocupação com os animais. As pessoas estão mais dispostas a investir nos seus pets, que, na pandemia, passaram a ser realmente membros da família”, destaca Bacila.
iPatas recebe aporte financeiro
Com apenas um ano de lançamento, a iPatas já experimenta a força do setor pet. Segundo informa o sócio proprietário do iPatas, Felipe Ramalho, nestes primeiros 12 meses, a empresa soma 7 mil downloads do aplicativo e mais de 3 mil cadastros. Desde junho de 2020 no mercado, o app conecta seus clientes a 170 fornecedores de cerca de 15 mil produtos e serviços para animais de estimação, tudo em um mesmo local, que podem ser adquiridos por meio do app, sem a necessidade de sair de casa. A plataforma atende Maringá, sede da empresa, e também: Londrina, Cambé, Arapongas e Sarandi.
Até o final do ano, a operação estará em mais cidades do estado, em função do aporte financeiro de um investidor com atuação nacional, viabilizando, ainda mais, o projeto de consolidação e expansão.








