Emprego na indústria é o maior desde 2001
O emprego na indústria continua em alta. O IBGE divulgou nesta sexta-feira (10) a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (PIMES) referente a julho que aponta em nível de Brasil uma expansão do emprego industrial de 5,4% em relação a igual peíodo do ano passado, ou seja, este foi o porcentual mais elevado desde o início da série histórica em 2001. O indicador acumulado no ano chegou a 2,9%, acelerando frente ao fechamento do primeiro semestre (2,5%).
Entre junho e julho deste ano, o crescimento no emprego industrial ficou em 0,3%, já descontados os efeitos sazonais, sétimo resultado positivo consecutivo. O número de horas pagas teve diminuição de 0,3% frente ao mês imediatamente anterior. Já em comparação com os mesmos peíodos do ano passado, a alta foi de 5,7% no índice mensal e de 3,8% no acumulado dos sete primeiros meses do ano. A folha de pagamento real dos trabalhadores avançou 1,9% frente a junho, enquanto que, em relação a iguais peíodos de 2009, houve crescimento de 11,2% na taxa mensal e de 5,6% no acumulado do ano.
O emprego industrial cresceu em todos os locais pesquisados, com São Paulo apontando o maior impacto, ao registrar taxa de 3,9%. Em seguida, vieram as regiões Nordeste (7,7%) e Norte e Centro-Oeste (8,1%), além do Rio Grande do Sul (7,1%), Rio de Janeiro (9,0%) e Minas Gerais (4,4%). Na indústria paulista, houve acréscimo em 13 setores, com destaque para meios de transporte (7,6%), máquinas e equipamentos (7,7%), têxtil (13,1%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (8,5%).
Na região Nordeste, a maior influência veio dos ramos de alimentos e bebidas (8,3%) e calçados e couro (15,2%), enquanto nas região Norte e Centro-Oeste sobressaíram os segmentos de minerais não metálicos (40,7%), alimentos e bebidas (3,2%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (16,2%). No Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais, as principais contribuições vieram, respectivamente, dos setores de máquinas e equipamentos (21,7%); alimentos e bebidas (21,5%); e produtos de metal (28,3%).
No total do País, ainda na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a maioria (14) dos 18 segmentos pesquisados ampliou o contingente de trabalhadores, com destaque para as influências positivas vindas de máquinas e equipamentos (11,7%), meios de transporte (8,8%), produtos de metal (10,5%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,5%), calçados e couro (8,8%), alimentos e bebidas (2,3%), têxtil (9,2%) e metalurgia básica (13,1%). Entre os quatro ramos que apontaram queda, os setores de vestuário (-1,3%) e de madeira (-3,0%) foram os que exerceram os impactos negativos mais relevantes.








