Bitcoin tem queda em meio à pressão internacional

O preço do bitcoin começou a semana com forte queda. Na última segunda (20), o bitcoin caiu e saiu do patamar de US$ 47 mil para US$ 42.500 em poucas horas. Um dos fatores que explica a desvalorização é o caso Evergrande, uma empresa chinesa do setor imobiliário que corre o risco de dar calote nas dívidas financeiras, o que derrubou as bolsas do mundo inteiro.
“Na segunda, o bitcoin oscilou dos US$ 47 mil para cerca de 45.500 junto com bolsas mundiais devido ao caso Evergrande com o possível calote de US$ 300 bilhões. Vimos todas as bolsas mundiais recuarem forte com esse temor. Na minha percepção esse temor já vem de um tempo, mas na segunda tivemos o ápice com as quedas de bitcoin e bolsas também”, diz Tasso Lago, gestor de fundos privados em criptomoedas e fundador da consultoria Financial Move.
Para Tasso, a crise da Evergrande é maior porque levanta o risco de uma crise de crédito sistêmica. “Na pandemia, uma parte das empresas ficou sem produzir, sem lucrar. As companhias têm os seus financiamentos, seus compromissos trabalhistas. Ao meu ver, o risco é de crédito sistêmico, ou seja, várias empresas podem quebrar caso isso aconteça. Por isso, o temor do mercado”, afirma.
Segundo Tasso, o cenário atual é de lateralização do bitcoin: “A taxa de flutuação da lateralização é grande, mas quando se fala em criptomoeda isso é normal”. Mas no longo prazo, o bitcoin deve subir: “A tendência macro é de alta, embora a gente tenha volatilidade, na prática, temos cenário de consolidação. O preço vai acumulando e espero uma nova onda de alta”, diz.
Outro fator que tem causado instabilidade e a queda da criptomoeda é a preocupação em relação a reunião do Federal Reserve, nos EUA, nesta quarta. “Muitos estão esperando pelos comentários do Fed. Um aumento do juros pelo FED pode impactar na bolsa norte-americana com o movimento de queda. Isso pode gerar uma pressão de venda no bitcoin também. Normalmente, ao menos no curto prazo, o bitcoin vai junto”, completa.







