Agronegócio brasileiro bate recorde de receita com exportações, mas problemas persistem

Agronegócio brasileiro bate recorde de receita com exportações, mas problemas persistem

O agronegócio brasileiro atingiu recorde histórico de exportações no mês de agosto de 2021, quando alcançou a marca de US$ 10.9 bilhões. A China continua sendo o principal destino das vendas, com quase 34,9% do total de compra no mercado internacional. Contudo, apesar dos bons números, especialistas apontam a necessidade de aumentar a oferta de outros produtos juntamente para outros países.

“O mundo precisa de alimentos e o Brasil apresenta vantagens competitivas que podem expandir o agronegócio e facilitar a conquista de novos mercados”, destaca Carlos Magno Bittencourt, economista docente do ISAE Escola de Negócios. Segundo o especialista, as expectativas para a produção brasileira de grãos deverá bater um novo recorde histórico nesta safra 2021/22, que está em fase de plantio. Esse aumento é resultado de um crescimento de 3,6% da área plantada, para 71,5 milhões de hectares, e de um avanço de 10,2% na produtividade média das plantações, para 4.088 quilos por hectare.

Aliada às boas colheitas, a agropecuária também apresentou crescimento significativo, com 185 mil novas vagas de trabalho abertas de janeiro a agosto de 2021. As vendas externas de carnes (bovina, suína e de frango) somaram 2,09 bilhões de dólares, um avanço de 40,5%, marca inédita desde 1997. “Estamos presenciando um avanço rápido do Brasil no mercado externo nesse setor”, comenta.

Apesar das boas expectativas, existe uma forte preocupação com chuvas irregulares previstas para os principais Estados produtores até o fim deste ano. Além disso, os custos com a logística para o transporte de cargas ainda incomodam os produtores rurais. “Diante da crise ocasionada pela Covid-19 surgiu um outro gargalo para as exportações brasileiras, a falta de containers para atender a demanda internacional, o que contribuiu para o desequilíbrio das cadeias globais”, diz. “Precisamos aprofundar os acordos comerciais que prevalecem a via de duas mãos, para abrir importando e ampliando as exportações”, complementa o docente do ISAE.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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