5 desafios que empreendedores devem vencer ao realizar compras conjuntas

5 desafios que empreendedores devem vencer ao realizar compras conjuntas

O modelo de trabalho cooperativista é, certamente, um atrativo para muitas pessoas que almejam unir forças em prol dos seus objetivos, potencializando resultados. É ainda uma forma de acelerar momentos que poderiam demorar bem mais para acontecerem, caso fossem trabalhados em uma operação de mão única. Porém, não há como ignorar os desafios ao realizar compras conjuntas, responsável por muitas mudanças de área para aqueles que cultivam tanto a resiliência.

Saber lidar com a crise, realizando o devido gerenciamento dela e voltando a mente para o que se pretende obter é, de fato, imprescindível. O essencial deve ser assim lembrado, cooperando para a superação de obstáculos e firmando o nome da sua empresa diante do mercado, altamente competitivo.  Isto é, não basta apenas investir em bons produtos, com excelentes embalagens, se você não investe na firme elaboração do seu grupo empresarial ou associativo. Vale pensar no contexto geral, focando em uma maior assertividade e inteligentes negociações do que tentar lucrar somente a partir da sua oferta.

Na prática, trate de se questionar acerca das medidas que podem ser implementadas, visando a expansão no setor. Desta maneira, você consegue contornar melhor os desafios, gerando uma cadeia de oportunidades. A seguir, veja os apontamentos da Área Central, empresa especializada em centrais de negócios, relativos às dificuldades ao realizar compras conjuntas e como é possível enfrentá-las.

1. Não ter controle dos retornos nos levantamentos das compras

A rotina atarefada e o alto fluxo de informações podem abrir margem para deixar importantes etapas de lado, como no que se refere ao controle dos retornos nos levantamentos das compras. Entretanto, esse procedimento é responsável por mapear e mensurar o que se tem obtido com as atuais ações do grupo. Desta forma, é fundamental poder visualizar quais são os itens e a quantidade de compras repetidas mensalmente, de maneira simples e prática, o que não costuma ocorrer através do uso de planilhas.  Isso porque, podem haver erros de digitação, por exemplo, contribuindo para falhas de lançamento capazes de acarretar na qualidade das negociações. Nesse sentido, um meio para lidar com esse cenário é a partir da aquisição de uma plataforma de gestão, apta a unir todas as informações que precisa.

2. Falta de informação dos preços para negociar

Outro ponto que requer solução diz respeito à falta de informação dos preços para negociar. Mais precisamente, estamos falando aqui da desestruturação comum em muitos negócios, aspecto que deve servir de alerta. Em outras palavras, uma boa negociação, necessita, antes de mais nada, da união de informações acessíveis, viabilizando análises e norteando melhor a negociação com fornecedores, o que é vantajoso para todo o grupo.

3. Dificuldades para definir as compras relevantes para o grupo 

É essencial que o gestor saiba o que cada associado está comprando, já que ele é o responsável por liderar o grupo e, com isso, deve se manter atualizado acerca das aquisições, visando contribuir no quesito assertividade e crescimento do grupo.

Isto é, enquanto figura apta a prestar suporte, o gestor precisa estar por dentro de tudo o que envolve este modelo de negócio, pois só assim poderá contribuir verdadeiramente para a evolução das compras conjuntas.

4. Organizar e controlar o fluxo das compras conjuntas

Naturalmente, uma das mais presentes dificuldades se deve à organização e controle do fluxo de compras conjuntas. Quanto a isso, é válido estar atento ao histórico de compras, inclusive, antes de qualquer negociação. Assim, todo o grupo consegue realizar compras baseadas em dados consistentes, que será ainda mais eficiente a partir de uma boa gestão, clara e organizada.

5. Falha em elencar os itens mais relevantes para realizar as primeiras compras conjuntas

Por fim, não há como não citar o desafio disposto nas inúmeras tentativas de elencar os itens mais relevantes para realizar as primeiras compras conjuntas.  Tal processo costuma ser repleto de falhas, sobretudo, para membros associativos iniciantes, porém, é um tópico de gestão que precisa ser trabalhado, visando ações cada vez mais certeiras. Um ponto que pode nortear as primeiras compras é o histórico de compras individuais dos associados. Com elas é possível ter uma visão a respeito do que faz sentido ser negociado inicialmente.

A partir do momento que existe um histórico do grupo, a análise pode ser feita partindo de compras anteriores, melhorando dia após dia o entendimento e a assertividade nas aquisições de produtos feitas pelo grupo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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