Pravaler aumenta índice de aprovação de crédito estudantil por meio de parceria com fintech israelense

A recessão econômica agravada pela pandemia mudou o comportamento do consumidor e instituições financeiras precisaram reajustar seus algoritmos de análise. Brasileiros empreendendo, outros com queda na renda mensal. A Covid-19 trouxe ao mundo um cenário de incertezas, o que dificultou mensurar todos os riscos na concessão de crédito.
No Pravaler, maior plataforma de soluções financeiras para educação do país, a análise de crédito para liberação do financiamento estudantil privado passa por uma análise robusta. Por meio da tecnologia e da análise de dados de mais de 20 anos de empresa, a fintech consegue conceder crédito para jovens que não possuem histórico bancário, por exemplo. Para isso, o Pravaler olha dados além do score, como a universidade escolhida e a relação entre o curso e a empregabilidade no mercado.
“Hoje a análise de crédito já não pode se basear apenas no score do cliente. Com a tecnologia, conseguimos avançar em dados que realmente nos ajudam a mitigar o risco e ofertar o crédito para quem precisa. O Open Banking, por exemplo, é uma prova da nossa necessidade de deixarmos a análise cada vez mais profunda”, explica Carlos Toneto, Head de Risco de Crédito do Pravaler.
Em 2019 o Pravaler firmou uma parceria com a fintech israelense Innovative Assessments (IA), que usa a ciência da psicometria, responsável por medir disposições e atitudes, para personalizar serviços financeiros e avaliar a credibilidade com base em diversas informações sobre o cliente. A startup desenvolveu uma pesquisa de preferências financeiras dos estudantes e agora, além de analisar dados sobre a universidade escolhida, curso e empregabilidade, o Pravaler também a aplica. Com o uso do questionário, o índice de aprovação de créditos estudantis da plaforma aumentou em 17%.
“Historicamente, os modelos de crédito são baseados em informações negativas dos clientes, ou seja, tendemos a sinalizar os clientes que passaram por alguma dificuldade na administração de suas dívidas anteriores e assim tomamos a decisão de aprovar ou não o crédito. Porém, esse tipo de análise acaba gerando dúvidas como: o cliente não possui informações negativas, pois tem um bom histórico ou o histórico dele não existe ou não está disponível?”, conta Toneto.
Por meio do questionário psicométrico da IA, que já auxiliou o acesso a crédito para 1.5 milhão de pessoas ao redor do mundo, é possível aumentar as aprovações de empréstimo entre candidatos sobre os quais não há muitos dados, e também reduzir a inadimplência entre os riscos identificados, partindo do princípio de que as pontuações de crédito atuais ignoram um fator chave da capacidade creditícia: o caráter pessoal.
Para o phD Dr. Saul Fine, CEO da Innovative Assessments, quando falamos sobre a capacidade financeira de um solicitante de crédito, também precisamos considerar seus níveis de responsabilidade e confiança, características que podem ser identificadas pelo questionário. “No Brasil, existem muitas pessoas responsáveis que merecem crédito, e os credores agora podem atendê-los melhor”, complementa Fine.
“O modelo psicométrico tem sido uma importante ferramenta para ampliarmos o acesso ao crédito, pois o score apresentou boa discriminação sobre o risco de inadimplência. Pela ausência desses dados, nossos modelos tradicionais tendem a ser menos assertivos na decisão para esse público, e nesse sentido, o Worthy Credit tem ajudado ao trazer uma característica psicométrica, que independe de histórico, consegue discriminar o risco das operações”, finaliza Toneto.








