Após alta de quase 15 pontos em setembro, incerteza da economia se acomoda em patamar elevado

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas cedeu 2,6 pontos em outubro, para 131,3 pontos, após subir quase 15 pontos no mês anterior. Com o resultado, o indicador inicia o último trimestre do ano 16,2 pontos acima de fevereiro de 2020 (115,1 pts), último mês antes da chegada da pandemia de covid-19 ao país.
“A queda de quase 3 pontos do IIE-Br em outubro reflete uma acomodação da incerteza em patamar elevado após a alta de quase 15 pontos no mês anterior. O resultado reflete a continuidade da melhora do cenário sanitário, com o avanço da vacinação e da flexibilização das medidas de restrição à mobilidade, além de um ligeiro abrandamento das tensões no ambiente político”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.
Estes fatores, no entanto, ainda podem voltar a pressionar o IIE-Br, adicionado a temas como a inflação elevada, risco de crise energética e impasse em relação ao cenário fiscal. Com tudo isso no radar dos agentes econômicos nos próximos meses, o indicador deve se manter por algum tempo distante da média (já elevada) de 115 pontos observada entre 2015-2019″,
Os dois componentes do Indicador de Incerteza caminharam em sentidos opostos em outubro. O componente de Mídia caiu 4,2 pontos, para 128,4 pontos, uma contribuição negativa de 3,7 pontos para o índice agregado. O componente de Expectativas, que mede a dispersão das previsões para os 12 meses seguintes, subiu pela terceira vez consecutiva, agora em 4,8 pontos, para 129,8 pontos, contribuindo positivamente em 1,1 ponto para a evolução na margem do IIE-Br.








