Abate de suínos bate recorde

Abate de suínos bate recorde

O Brasil registrou o abate de 13,72 milhões de cabeças de suínos no 3º trimestre de 2021, um recorde na série histórica, iniciada em 1997. Essa quantidade representa alta de 7,8% em relação ao mesmo período de 2020 e aumento de 2,9% na comparação com o 2° trimestre de 2021. O resultado é da Estatística da Produção Pecuária, divulgada nesta quarta-feira (8) pelo IBGE.

A pesquisa também mostra que foram abatidas 1,54 bilhão de cabeças de frangos. Esse número significa alta de 1,2% ante o 3º trimestre de 2020 e de 0,7% na comparação com o 2° trimestre de 2021, o melhor 3º trimestre na série histórica da pesquisa e o melhor desempenho já registrado para mês de setembro.

No que diz respeito aos bovinos, foram abatidas 6,94 milhões de cabeças, o patamar mais baixo para um 3º trimestre desde 2004. O resultado representa queda de 10,7% em relação 3º tri de 2020 e 2% abaixo do 2º tri de 2021.

Exportação de suínos colaboram para o resultado

De acordo com Bernardo Viscardi, supervisor da pesquisa, o resultado recorde das exportações de carne suína in natura, com o pico das vendas para o exterior em setembro, colaborou para o desempenho do abate de suínos. As exportações de suínos ainda se beneficiam da peste suína africana que atingiu a China, que segue adotando medidas para controlar a epidemia e repor seu rebanho.

“Suínos e frangos tiveram alta por serem proteínas mais acessíveis que a carne bovina, para a população que está com a renda reduzida. Outro destaque é a produção de ovos que, pela segunda vez, ultrapassou a marca de 1 bilhão de dúzias no trimestre. Por ser mais barato que a carne, boa parte da população acaba demandando mais ovos”, diz Viscardi.

No abate de bovinos, manteve-se a tendência iniciada em 2020, com a retenção de fêmeas por conta do elevado preço do bezerro. Apesar da retração do abate, o volume de carne bovina in natura exportada foi o mais elevado para um trimestre, considerando a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/ME), com recordes para os meses de agosto e setembro, 181,6 mil toneladas e 187,0 mil toneladas, respectivamente.

Falta de bezerros

Cai a compra de leite crú. Foto Arnaldo Alves – SECS

“O preço do boi vem subindo por conta de um abate de fêmeas elevado até 2019, o que fez faltar bezerros. Agora os produtores estão retendo mais fêmeas para criar bezerros. Além dessa retenção, houve restrições de exportação para a China, a partir de setembro, o que contribuiu para reduzir o abate. A porcentagem de carne exportada atingiu níveis recordes acima de 30% do total produzido, em equivalência de carcaças. O mercado externo estava com alta participação e esse baque das restrições da China, que responde por quase 60% das exportações de carne brasileira, levou muitos frigoríficos a reduzir o abate. Já os frigoríficos que atendem ao mercado interno estavam trabalhando com margens baixas ou até negativas e isso também desestimula o abate”, diz o supervisor da pesquisa.

A aquisição de leite cru foi de 6,19 bilhões de litros no 2º tri de 2021. Esse número equivale à redução de 4,9% em relação ao 2° tri de 2020 e alta de 6,1% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Cabe destacar que o setor tem comportamento cíclico, em que os terceiros trimestres regularmente apresentam uma recuperação em relação ao trimestre anterior.

Viscardi observa que o leite apresentou uma queda na comparação anual, refletindo a alta dos custos, sobretudo com suplementação alimentar. Enquanto as vendas de frangos, ovos e suínos crescem por serem mais acessíveis, no caso do leite e seus derivados, a população, quando tem um

Já a produção de ovos de galinha alcançou a marca de 1,0 bilhão de dúzias no 3º trimestre de 2021, queda de 1,8% em relação ao apurado no 3º tri de 2020 e alta de 1,5% em relação à produção do 2º tri de 2021. O resultado representa a segunda maior produção tanto para um terceiro trimestre quanto para a série histórica da pesquisa iniciada em 1987.

A Pesquisa Trimestral do Couro mostrou que 7,37 milhões de peças de couro foram recebidas em curtumes, queda de 10,4% em relação ao 3° trimestre de 2020 e de 2,2% na comparação com o 2° tri de 2021. Esse cenário foi influenciado pela redução do abate de bovinos, sobretudo em setembro, quando foram contabilizadas 2,06 milhões de peças adquiridas, 23,5% abaixo do mesmo mês do ano anterior.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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