FAO e Banco Mundial alertam sobre a crise alimentar
Em relatório divulgado nesta quarta-feira (6), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) afirma que há 22 países do mundo em crise prolongadaâ€, que apresentam altos índices de fome. Estes países já enfrentam uma crise alimentar há mais de dez anos. Na última sexta-feira (1º), o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, manifestou a preocupação da entidade com o risco de aumento da fome do mundo, devido á elevação dos preços agícolas. Em muitos países em desenvolvimento, a crise alimentar de 2008 nunca se dissipouâ€, disse Zoellick.
Nos últimos meses, os preços do trigo registraram forte alta no mercado internacional, devido principalmente aos efeitos da seca na safra da Rússia. A elevação do cereal pressionou também os preços do milho e das proteínas animais. No peíodo julho a setembro, segundo dados da FAO, os preços do trigo subiram entre 60% e 80%, enquanto o milho teve aumento de 40%.
Para os economistas da FAO, é preciso encontrar soluções rápidas para conter a oscilação dos preços dos produtos agropecuários e evitar uma crise alimentar no mundo. Segundo a FAO, além da quebra na safra de trigo, manobras especulativas†estariam também contribuindo para a elevação dos preços, devido á financeirização†dos mercados futuros.
Na avaliação de Helder Muteia, representante da FAO no Brasil, o mundo produz hoje um volume de alimentos capaz de atender toda a população do Planeta. O problema está na distribuiçãoâ€, diz Muteia. Segundo ele, 98% das pessoas que passam fome estão em países subdesenvolvidos.
Na próxima semana, Helder Muteia vai participar do II Fórum Inovação – Agricultura e Alimentos, que a FAO, a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e a Associação Nacional de Defesa Vegetal promovem em São Paulo. O evento, que acontece durante a Semana da Alimentação, tem por objetivo discutir soluções tecnológicas para erradicar a fome no mundo.








