Setor de bebidas retoma crescimento e apresenta boas oportunidades para empreender

Setor de bebidas retoma crescimento e apresenta boas oportunidades para empreender

Os resultados registrados no setor de serviços no ano passado apontam para um cenário positivo em 2022, no segmento de bares e restaurantes. O incremento de 10,9% informado pela Pesquisa Mensal de Serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma a retomada no faturamento das empresas e as oportunidades de empreendedorismo em uma das áreas impactadas pela pandemia do novo coronavírus.

Ainda assim, o mercado segue com cautela e reforça que os canais on-trade (bares e restaurantes) devem recuperar os clientes que, durante o período de isolamento social, investiram no consumo doméstico (off-trade) e adquiriram os produtos em supermercados ou lojas de e-commerce.

Nesse cenário, o empreendedor interessado em montar um estabelecimento com foco em bebidas tem algumas alternativas de produtos em alta para analisar, como por exemplo: cervejas artesanais, coquetéis e cafés. Entre os produtos com baixo teor alcoólico ou sem álcool, se destacam: vinhos, cervejas e coquetéis engarrafados.

Pesquisa e planejamento

Inicialmente, é importante esclarecer que qualquer atividade comercial requer pesquisa e planejamento, para que o proprietário possa reconhecer o mercado, as oportunidades e os consumidores que pretende alcançar.

Marcelo Traldi Fonseca é professor da pós-graduação em Bebidas: mercado, cultura e sociedade do Senac EAD e reforça quais fatores devem ser priorizados antes da abertura da empresa. “É fundamental realizar um estudo de mercado adequado, considerando o público-alvo, a concorrência e as principais tendências do produto com o qual trabalhará. Além disso, é preciso atenção com a seleção e treinamento da equipe, a fim de oferecer um serviço impecável”.

A importância com a questão administrativa é verificada em um dos módulos da especialização oferecida pelo Senac EAD. A disciplina “Ferramentas de Gestão para Negócios de Bebidas” detalha os indicadores e análises de desempenho de um empreendimento, interpretação da movimentação do setor e comportamento de consumo.

“Esses conceitos subsidiarão o futuro especialista, a fim de que saiba posicionar os produtos de maneira adequada e com resultados positivos. Do mesmo modo, serão apresentadas técnicas como Engenharia de Cardápio e Reveneu Management (Gerenciamento de Receita) com demonstrações de aplicabilidade na gestão das mercadorias”, esclarece o especialista.

Em relação à pesquisa de itens e cenários comerciais, Marcelo elenca algumas fontes relevantes na área de bebidas: Worth Global Style Network (WGSN), Mintel Group, Nielsen Media Research, Sebrae, Datassentials, entre outras. “Essas instituições desenvolvem estudos como necessidades do mercado alvo, comportamento e hábitos de consumo, faixa etária, concorrência, segmentação, regulamentação e fornecedores de produtos e serviços”, pontua.

Cenário em 2022

O professor Gerson Bonilha ministra aulas na pós-graduação em Bebidas do Senac EAD e avalia que as tendências de produtos devem ser estabelecidas ainda no primeiro trimestre de 2022, contudo, foi observado desde o ano passado, uma maior atenção dos consumidores com relação à saúde. Outro comportamento que se destacou foi o lema, beba menos e melhor, verificado antes mesmo da pandemia.

“O interesse por bebidas fermentadas como vinhos e cervejas nacionais, de qualidade maior e em embalagens alternativas para ocasiões diferentes, continuarão tendo a preferência das pessoas. Nesse sentido, bebidas engarrafadas e os probióticos como Kombucha devem ganhar mais espaço, como alternativas de sabor e apelo saudável”, observa.

Outra condição que deve se manter em alta são as vendas pelo e-commerce, que em 2021 obtiveram crescimento de 48,4%. O setor de bebidas e alimentos, somente em novembro, registrou participação em 3,8% da comercialização mensal.

Gerson argumenta que as vendas de bebidas pela internet já eram uma tendência antes da crise sanitária e a situação imposta à sociedade só acelerou o processo. “Quem tinha receio de comprar virtualmente agora se acostumou e manterá o hábito. Nesse sentido, as grandes empresas têm apostado no e-commerce, como por exemplo, Uber e a Dakki. Já o setor de bares e restaurantes perceberam que o canal foi eficiente para vender produtos como coquetéis engarrafados (RTD — Ready to drink)”.

Dicas para iniciantes

Aos interessados em empreenderem no setor de bebidas, os professores da especialização do Senac EAD compartilham algumas dicas valiosas:

– Conheça bastante sobre o setor. Pesquise, estude e converse com profissionais de bebidas;

– Se profissionalize, faça um curso na área. Indico a pós-graduação em Bebidas do Senac EAD;

– Não formalize transações empresariais por impulso, só por ter afinidade em uma bebida por exemplo. Uma coisa é gostar muito de cerveja, outra coisa é montar um bar;

– Pense na satisfação do seu cliente. As pessoas querem vivenciar uma experiência incrível e isso se reflete em todos os detalhes;

– Faça um plano de negócios consistente, analisando bem o mercado, posicionamento de preços, capacidade de geração de receitas, composição dos custos e retorno de investimento.

A pós-graduação de Bebidas: mercado, cultura e sociedade do Senac EAD está com inscrições abertas até 13 de fevereiro. Confira os detalhes da especialização no portal da instituição.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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