Volume de fretes rodoviários na região Sul cresce 38,7% em 2021

Volume de fretes rodoviários na região Sul cresce 38,7% em 2021

Transportadoras apostaram na digitalização dos fretes como forma de crescer com custos controlados

FreteBras, maior plataforma online de transporte de cargas da América do Sul, acaba de lançar a 6ª edição do “Relatório FreteBras — O Transporte Rodoviário de Cargas”, com base na análise de 8 milhões de fretes publicados em 2021. De acordo com o estudo, o volume de fretes rodoviários na região Sul do Brasil aumentou 38,7% no ano passado, quando comparado a 2020. O forte movimento de digitalização dos fretes impulsionou o crescimento, sendo que as micro e pequenas transportadoras foram as mais beneficiadas por esse processo de transformação digital, com um aumento de 68% dos novos cadastros na região, na plataforma da FreteBras.

 

O Rio Grande do Sul registrou a maior alta do volume de fretes no período, 51,9%. Santa Catarina ficou em segundo lugar, com 44,7%. Já o Paraná teve aumento de 29,4%.

 

Em todo o Brasil, o aumento no volume de fretes em 2021 foi de 37,6%. A região Sul e a Sudeste (que teve alta de 27,8%) puxaram esse crescimento durante o ano todo. Isso ocorreu devido ao grande número de fretes cadastrados nestas regiões, o que demonstra a alta representatividade de ambas no total de carregamentos registrados na plataforma. São Paulo (23,6%), Minas Gerais (15,1% e Paraná (12,6%) são os Estados que mais se destacaram no volume de fretes.

 

Digitalização puxou o crescimento dos fretes rodoviários

 

A pandemia acelerou a digitalização de vários setores e impactou, principalmente, as micro e pequenas empresas que tiveram dificuldades para suportar as mudanças impostas pelo novo normal. No segmento de Transportes e Logística, entretanto, a situação foi diferente. Essa transformação impactou positivamente no aumento do volume de fretes em 2021.

Na plataforma da FreteBras, houve um crescimento de 62% de novos cadastros de micro e pequenas transportadoras em todo o Brasil, na comparação com 2020, que por não terem o empecilho de uma frota própria, conseguiram se adaptar rapidamente ao digitalizar os fretes. No Sul, Santa Catarina foi o estado que mais cresceu no número de novos cadastros de micro e pequenas. O aumento foi de 98%.

“O ano passado marcou uma intensa transformação, que foi iniciada em 2020. Isso afetou diversos negócios, que se viram obrigadas a buscar soluções digitais, como a nossa plataforma, para expandir os seus mercados e localidades, além de economizar tempo e gastos. As micro e pequenas transportadoras tiveram maior facilidade de se adaptar a esse novo cenário, em função de seu tamanho e menor investimento em ativos imobilizados, como frotas próprias. Todo esse movimento refletiu diretamente em nosso relatório, já que a entrada de novas empresas foi bastante expressiva, o que ajudou a movimentar ainda mais o mercado de fretes”, acredita Hacad.

Mesmo com desafios, mercado de fretes cresce

Segundo o relatório, o ano de 2021 foi marcado por diversos desafios, pautados principalmente pelo cenário político-econômico interno e agravados pelas incertezas da pandemia. A inflação superou os dois dígitos, chegando a 10,06%, o que provocou uma resposta direta do Banco Central. A taxa Selic aumentou sete vezes, passando de 2% para 9,25%, em apenas um ano.

“Um dos maiores vilões do transporte rodoviário de cargas é o preço do combustível, que tem puxado grande parte dessa alta da inflação. O aumento no diesel superou os 48% no ano passado, enquanto o preço do frete aumentou só 2%. Entretanto, percebemos que o mercado de fretes rodoviários não parou, com demandas cada vez maiores. Para dar uma ideia, registramos crescimento de mais de 37% em nossa plataforma no período”, destaca o diretor de Operações da FreteBras, Bruno Hacad.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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