Investidores individuais pretendem aumentar valor dos aportes em startups em 2022

Investidores individuais pretendem aumentar valor dos aportes em startups em 2022

46,2% destinarão entre R$ 11 mil e R$ 100 mil para alavancar desenvolvimento de empresas emergentes

Após um período de aparente experimentação, o investidor individual brasileiro parece estar disposto a ampliar os riscos em 2022 para obter ganhos ainda maiores com o desenvolvimento de startups. Essa é uma das principais conclusões da pesquisa feita pela  Efund Investimentos, plataforma que opera na modalidade de Equity Crowdfunding. O estudo feito junto a 360 pessoas presentes na base de contatos da empresa e revelou que 46,2 % dos entrevistados pretendem realizar aportes entre R$ 11 mil e R$ 100 mil neste tipo de empreendimento nos próximos 12 meses. Ao serem perguntados sobre os valores que destinaram a este tipo de operação nos 12 meses anteriores, a maior parte das respostas (31,6%) indicou um patamar de até R$ 10 mil.

O sócio fundador da Efund, Igor Romeiro, afirma que mesmo em um cenário desafiador para o investidor, como o que teremos em 2022, com eleição, aumento das taxas de juros e inflação, que convida para os investimentos em renda fixa, as startups reúnem características muito atrativas ao público que procura a diversificação de seus investimentos em alternativas nas quais os riscos correspondam proporcionalmente aos ganhos. “As notícias sobre a consolidação de um número cada vez maior de ‘unicórnios‘ no ambiente de inovação brasileiro colaboram para aumentar o apetite pelas startups neste momento”, afirma.

Startups preferidas

A pesquisa da Efund detectou que as startups preferidas pelos investidores são as que têm seu modelo de negócios baseado em plataformas de Software as a Service (SaaS) , ou softwares como serviço, que receberam  40% dos votos. Em segundo lugar ficaram as empresas que funcionam por meio de aplicativos mobile, com 20%, seguidas de marketplaces e sistemas de assinatura, ambas com 12% cada. Já entre os segmentos econômicos, as fintechs e helthtechs lideram as preferências, com 13,5% cada, seguidas de edutechs (11,5%) e agrotechs (10,6%).

Para o  cofundador da Efund, Alcides Jarreta, o ecossistema de startups brasileiro e os investimentos no setor estão somente engatinhando em relação a mercados mais desenvolvidos como EUA, Europa e Israel.

“A pesquisa só reforça a percepção de que ainda há muito espaço para crescer no Brasil. Neste sentido, a modalidade Equity Crowdfunding tem se revelado um instrumento impulsionador. Com as novidades que estão por vir, como o mercado secundário e a flexibilização da CVM com relação ao teto de investimentos, ela estará cada vez mais pronta para se difundir entre toda a população”, conclui.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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