Brasileiro gasta 8% do salário mensal com pão branco

Brasileiro gasta 8% do salário mensal com pão branco

Pesquisa faz comparativo do valor do pão com o salário mínimo do Brasil

Se tem um lugar no mundo onde o pãozinho já virou item tradicional é na mesa dos brasileiros. Seja no café da manhã ou da tarde, ele sempre está lá – ou costumava estar. Sabendo disso, o CUPONATION, plataforma de descontos online, reuniu dados sobre o valor do pão branco no Brasil e no mundo.

Atualmente, Rússia e Ucrânia são os maiores produtores de trigo em todo o globo, e com a guerra declarada entre as duas nações o custo de importação do produto cresceu mais de 30 % apenas nas primeiras duas semanas de conflito. Com isso, os brasileiros começaram a sentir o impacto na alimentação logo no mês seguinte, conforme divulgado pelo presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo.

Esse dado, em conjunto com o fato da inflação brasileira continuar subindo de forma exponencial em cima das mercadorias e o volume de desemprego por consequência da pandemia estão fazendo com que a população do Brasil “se vire nos 30” para conseguir manter essa tradição.

Uma pesquisa realizada no início deste ano pela Numbeo, companhia de estatísticas globais, registrou que o Brasil está entre as 50 nações que possuem o 500 gramas de pão branco mais caro do mundo. De acordo com o ranking, nosso território aparece na 42ª posição, cobrando cerca de R$ 6,79 pela quantidade mencionada. Confira a lista completa no infográfico interativo do CUPONATION.

Gastos com o pãozinho

O pão branco tem uma média de 50g (UOL) por unidade produzida, o que significa que esse valor de R$ 6,79 seria distribuído em 10 pãezinhos brancos. Supondo que uma residência brasileira necessite dessa exata quantidade de pães por dia, durante um mês de 30 dias, teria que investir mais de R$ 203, ou 16,97% do salário mínimo brasileiro de R$ 1.200, segundo divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Apostando menos, o CUPONATION fez uma projeção em menores quantidades: caso essa família precise apenas de 5 pães brancos (250g) por dia,  pode-se dizer que essa porcentagem cairia para 8,49% da renda mensal –  assim como o valor da compra, que seria de quase R$102.

De volta ao primeiro estudo, a Suíça é o país que ocupa a primeira posição da lista, em que os cidadãos precisam desembolsar R$15,53 pelas 10 unidades do alimento. Islândia e Noruega estacionam em segundo e terceiro lugares da lista, com os pães saindo a R$15,35 e R$14.91, respectivamente. Emirados Árabes Unidos é a nação que ocupa o 50º lugar.

Preços do pão branco fresco por País (500 gramas) em reais

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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