Índice de vendas de imóveis residenciais segue estável no 1º trimestre

Índice de vendas de imóveis residenciais segue estável no 1º trimestre

Maioria das empresas tem intenção de adquirir terrenos e lançar empreendimentos

A procura por imóveis residenciais no Brasil vem sendo impactada constantemente pelo aumento de preços e pela tendência de alta nos juros. Apesar deste cenário, o índice de vendas se manteve próximo à estabilidade no primeiro trimestre de 2022, de acordo com a 5ª edição do Indicador de Confiança do setor Imobiliário Residencial, realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Deloitte, maior organização de serviços profissionais do mundo.

A pesquisa, realizada com 47 empresas construtoras e incorporadoras do setor imobiliário residencial entre 1º e 18º de abril, revela, ainda, que apesar dos fatores citados, o mercado continua ativo e desenvolvendo novos projetos — a maioria (79%) das empresas respondentes pretende adquirir terrenos nos próximos 12 meses.

Por conta do aumento dos preços dos insumos da construção, o índice de preços do indicador ABRAINC/Deloitte teve um crescimento de 11% no 1º trimestre, em relação ao anterior. Os índices de procura por imóveis residenciais e o de vendas também foram impactados pela combinação do aumento de preços com tendência de alta nos juros, sofrendo queda, respectivamente, de 3% e 1,4% no 1º tri. Por outro lado, o índice de procura para o mercado CVA (Casa Verde Amarela) registrou, no período, leve recuperação (3,8%), mas ainda não voltou ao nível médio do ano passado. Já a procura por imóveis MAP (Médio e Alto Padrão) segue em queda, pressionando a demanda geral, retornando a um patamar próximo ao do 3º tri de 2021.

Apesar das incertezas ocasionadas pela alta nos preços, grande parte (95%) dos entrevistados indicou que o lançamento de empreendimentos deve ocorrer nos próximos meses. Isso indica que apesar da retração de alguns índices, o mercado imobiliário continua ativo e desenvolvendo novos projetos e se adaptando a uma nova realidade de demanda.

Para o presidente da Abrainc, Luiz França, as perspectivas relacionadas aos lançamentos e aquisição de terrenos são indicativos positivos para o setor. “Eles nos mostram que os empresários esperam manter o ritmo do negócio ao invés de reduzi-lo, apesar, é claro, da cautela exigida pelo momento econômico. Ainda assim, a expectativa quanto à elevação de preços dos imóveis deve aquecer o mercado, podendo provocar a antecipação de compra por parte do consumidor e atraindo mais pessoas interessadas neste tipo de investimento. No geral, os empresários sinalizam que o desempenho do setor neste ano deve ser similar ao de 2021”, destaca o executivo.

O levantamento usa uma metodologia diferenciada para interpretar os resultados e facilitar a leitura entre os trimestres. Desse modo, os percentuais de respostas foram transformados em notas variando de 1 (para forte redução) a 3 (para forte aumento) e cada segmento foi classificado dentro desse padrão. As respostas dos participantes da pesquisa indicaram se houve redução, manutenção ou aumento em relação ao trimestre anterior para os itens procura, vendas, e preços dos imóveis. Além da variação do trimestre apurado, os respondentes indicam as expectativas.

Indicador de confiança do setor imobiliário residencial

“Nesta edição do indicador continuamos a nos deparar com uma maior cautela e expectativas de médio e longo prazos mais moderadas por conta da preocupação inflacionária. Por outro lado, o setor segue estável, com os entrevistados, mais uma vez, revelando planos de lançamento de imóveis e a aquisição de terrenos pela maior parte das empresas para futuros empreendimentos, mesmo que com mais moderação”, destaca Claudia Baggio, sócia de Financial Advisory e líder da prática de Real Estate da Deloitte.

Resultados do 1º trimestre e expectativas

Procura de imóveis (Nota 1,91 = Manutenção). A demanda geral (CVA + MAP) se manteve no período, sustentada pela procura do segmento CVA. A demanda do segmento MAP, no entanto, foi menos aquecida, registrando leve retração frente ao trimestre anterior.

Vendas (Nota 1,98 = Manutenção). No 1º trimestre de 2022, as vendas se mantiveram em todos os segmentos.

Expectativas para vendas (Nota 1,97 = Manutenção). Os executivos do setor imobiliário residencial esperam manutenção nas vendas para o 2º trimestre de 2022 (nota = 1,97), e, também, nos próximos 12 meses (nota = 1,98).

Preço de imóveis (Nota 2,59= Aumento). Os preços dos imóveis seguiram em alta no período, sobretudo para o segmento CVA (nota = 2,64).

Expectativa para os preços dos imóveis (Nota 2,63 = Forte Aumento). As expectativas para os preços dos imóveis residenciais seguem com forte aumento para o 2º trimestre de 2022 (2,63), para os próximos 12 meses (nota 2,91/ forte aumento) e para os próximos cinco anos (nota 2,98/ forte aumento).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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