Supermercados apoiam causas sociais arredondando troco

Supermercados apoiam causas sociais arredondando troco

Farmácias e supermercados são os segmentos que mais oferecem mecanismos de doação no checkout, ao finalizar compras. Segundo dados da Pesquisa Varejo Com Causa – redes varejistas impulsionam doações, publicada no final de 2021, 56% dos supermercadistas oferecem algum formato de doação na boca do caixa. Só no microdoação, quando o cliente é convidado a arredondar o valor total da compra para cima e doar centavos, o Movimento Arredondar tem parcerias com GPA (Pão de Açúcar, Minuto e Mini Extra), St Marche e Empório Santa Maria do Grupo Marche, Serrano Supermercados, Extraplus Supermercados e Quitanda.

O volume de compras de supermercados mobiliza milhares de doações ao dia, gerando recursos para ONGs apoiadas pela parceria e escolhidas por cada marca. A parceria com o Instituto GPA funciona em mais de 273 lojas, de 39 cidades do país. E já mobilizou mais de 1.9679 milhões de atos de doação, arrecadando quase R$ 2 milhões. A abrangência exigiu desenvolver uma estratégia para treinamentos em larga escala, considerando alta rotatividade de pessoas e especificidades da estruturação nacional, regional e local. Os aprendizados foram base para o Arredondar desenvolver uma dinâmica elaborada de engajamento de colaboradores com outras grandes redes varejistas parceiras como Burger King e Petz.

Diferenciais do arredondamento para supermercados

O envolvimento do time é um dos pontos de destaque para o crescimento da arrecadação. Operadores de caixa, gerentes regionais e coordenadores de operação participam de gincanas, visitas, workshops, para ampliar a conexão das equipes com o trabalho das ONGs, conhecendo o que fazem e para onde vai o dinheiro arrecadado. Além desse movimento ser aliado a ações das áreas de endomarketing e operações, o engajamento com a parceria resulta em aumento da arrecadação quando os colaboradores sentem-se parte fundamental da jornada da doação e abraçam a causa apoiada pela marca.

A comunicação também é outro importante aliado. Aprendemos nesses 10 anos que comunicar é gerar conhecimento, provocar envolvimento, ativar a participação; e logo o reconhecimento do engajamento e da importância da doação após o arredondamento. Por isso, narrativas engajadoras sobre o impacto da parceria e transparência sobre os resultados são a chave da estratégia para comunicar. Por exemplo, com a Quitanda, loja que fica na cidade de São Paulo, os clientes recebem mensalmente comunicados sobre quanto foi arrecadado, informação disponível nos destaques do Instagram da marca e na página da parceria. Investindo em comunicação de loja, desde o início da parceria, Serrano e St Marché possuem QR code para os clientes, o Serrano arrecadou 7 mil no primeiro mês de parceria.

Doação no Checkout – Dados 2017 x 2021

Em 2017, a pesquisa da FGV EAESP, conduzida pela Prof.ª Tânia Veludo (coordenadora) e pelos professores Edgard Barki e Felipe Zambaldi, com parceria do GVcev (Centro de Excelência em Varejo) e do GVcenn (Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios), permitiu identificar que quanto maior o valor da compra, maior a probabilidade do consumidor doar e, inversamente, quanto menor o valor do troco, também são maiores as chances do consumidor doar.

As pessoas não saem de casa pensando em fazer uma doação, mas ao se deparar com a possibilidade de doar, o valor baixo e a praticidade fazem toda a diferença. O estudo Varejo Com Causa, realizado pelo Movimento Arredondar, Grupo MOL e consultora CAUSE, comprovam mais uma vez a alta probabilidade de realizar uma microdoação no checkout e a probabilidade de voltar a comprar na loja que oferece esse mecanismo. Além disso, quem doa no varejo, doa +14%, pois está constantemente em contato com esse formato, e uma vez que doa tende a continuar doando nas próximas compras. O convite também não incomoda, já que a maioria dos entrevistados gosta de saber e não se importa com a pergunta na boca do caixa.

Qual causa faz sentido para supermercados?

O Movimento apoia a definição da causa e das ONGs, que podem ser da rede já certificada ou podem ser trazidas pelo varejista. Assim, cada parceiro pode escolher uma causa, ou mais de uma, alinhada a valores e ações da marca, e que faça sentido para o público: educação, combate à fome, preservação ambiental. Em 2022, a rede de supermercados St. Marche e Empório Santa Maria aderiram à iniciativa apoiando o combate à desnutrição e desenvolvimento educacional e profissional de meninas e mulheres. “A partir da parceria com o Movimento Arredondar, podemos oferecer aos nossos clientes uma oportunidade simples e descomplicada de ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade, o que vai de encontro com os nossos valores principais.”, conta Bernardo Ouro Preto, CEO do Grupo Marche.

“O que está mais presente no dia a dia dos brasileiros do que supermercados? Encontramos uma solução que usa tecnologia e a capilaridade do varejo para gerar um canal fácil e acessível para doar. Dessa forma, a cada nova parceria, arredondar capta recursos coletivos, somando cada centavo doado, para potencializar o impacto das organizações sociais e estimular a participação das marcas e das pessoas“, explica a diretora executiva do Movimento Arredondar, Beatriz Bouskela.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *