Mercado de venda de carteiras inadimplentes deve chegar a R$ 65 bilhões até o fim do ano

Mercado de venda de carteiras inadimplentes deve chegar a R$ 65 bilhões até o fim do ano

Dados publicados recentemente pela Serasa Experian, apontam que o número de novos inadimplentes no país ultrapassou 2 milhões. Em maio, houve um recorde com relação a consumidores com o “nome no vermelho”, mais de 66,6 milhões. Diante deste cenário, a Recovery, empresa do Grupo Itaú e especialista em recuperação de crédito, estima que até dezembro o mercado de NPL’s, como é chamada a venda de carteiras inadimplentes por empresas cedentes, deve chegar a R$ 65 bilhões. Em 2021, este número foi de R$ 44 bilhões e, em 2020, R$ 20 bilhões.

“O que vivenciamos nos últimos anos foi um 2020 mais conservador, com a pandemia e incertezas que ela trouxe. Em 2021, tivemos um aumento de concessão de crédito e um aumento no número de vendas das carteiras inadimplentes. Por conta da menor oferta em 2020, os cedentes estavam com estoque para venda. O cenário em 2022, com o aumento da inadimplência, é uma oferta maior de carteiras por parte dos bancos, principalmente, antecipando a venda de carteiras mais jovens, com menos de 360 dias de atraso”, explica Bruno Russo, Líder de Produto B2B da Recovery.

Outro fenômeno que a empresa aponta é a entrada de novos players neste mercado.  Até o final de 2021, percebemos que houve um aumento de 55% na quantidade de empresas cedentes comparado ao final de 2020. Em 2022, até junho, este número apresenta um aumento de 13%, comparando com o mesmo período de 2021 e, a expectativa é que este percentual seja ainda maior até o final de 2022.

Como funciona o ciclo de crédito

Para compreender por que as vendas de carteira existem e o motivo pelo qual isso é importante para as empresas, vale lembrar que o ciclo do crédito começa com a concessão e termina com a reinserção dos clientes que conseguem se recompor. Os chamados créditos não performados ou estressados são os créditos em que já houve a perda de performance e a deterioração do relacionamento com os clientes. A prática de venda de carteiras inadimplentes pode dar um fôlego para muitas companhias, tornando o crédito antes congelado no balanço das empresas, em investimento ou capital de giro. Apesar do crescimento deste mercado, poucas empresas conhecem e sabem que esta prática é totalmente regularizada.

A Recovery é uma das líderes no mercado de NPL’s, com mais de R$ 130 bilhões de créditos inadimplentes sob sua gestão.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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