Terminais marítimo e rodoviário do Grupo Seara serão leiloados para pagamento de credores da recuperação judicial

Bens estão no Paraná e Mato Grosso
Os ativos do Grupo Seara Indústria e Comércio de Produtos Agropecuários, trading de grãos intermediadora entre produtores locais e importadores, serão leiloados no próximo dia 30 de agosto. A venda será comandada pelo leiloeiro público Helcio Kronberg, da Kronberg Leilões, e inclui o terminal marítimo de grãos de Paranaguá, no Paraná, e o terminal rodoviário de grãos em Itiquira, no Mato Grosso. Os lotes são compostos por máquinas, equipamentos, móveis, utensílios, terrenos e edificações.
O valor mínimo é de R$ 188.240 milhões para o terminal de Paranaguá e R$ 119.360 milhões para o terminal de Itiquira.
As propostas podem ser feitas online, por meio do site da Kronberg Leilões. No dia 30 de agosto, às 14 horas, o leiloeiro comunicará o maior lance da disputa.
Caso os ativos não sejam vendidos neste dia, uma outra data está marcada para o dia 14 de outubro. “Aguardar pode não ser uma estratégia adequada pois é comum que nos leilões de recuperação judicial, na expectativa de não realizar o lance com o desconto no segundo leilão, a disputa fique acirrada no terceiro, ultrapassando até mesmo o valor de avaliação”, explica o leiloeiro.
Os bens são uma Unidade de Produção Isolada (UPI), termo da lei de recuperação judicial na qual uma parte da empresa recuperanda é vendida e a lei garante que o comprador não responda por dívidas trabalhistas e fiscais, mesmo que sejam mantidos os antigos colaboradores e a atividade seja a mesma. É a única forma de aquisição de bens e direitos nessa condição.
A empresa aprovou o plano de recuperação judicial em 2020 no valor de aproximadamente R$ 2,3 bilhões. A venda dos ativos é uma forma de viabilizar o pagamento dos credores e garantir a manutenção de empregos e capacidade de pagamento de tributos.
A empresa não tem relação com o grupo JBS, cuja empresa chama-se Seara Alimentos.








