Executivos de TI estão preocupados com a fragilidade dos parceiros de negócios
A PwC divulgará nesta sexta-feira (10), em Curitiba, a a Pesquisa Global de Segurança da Informação 2011. A pesquisa é uma das principais do mundo sobre segurança da informação nas empresas realizada pela PwC em parceria com a CIO Magazin. Foram entrevistados 12,8 mil CEOs, CFOs, CIOs, CSOs, vice-presidentes e diretores de TI e segurança da informação em 135 países. 37% dos respondentes são da ásia, 30% da Europa, 17% da América do Norte, 14% da América do Sul e 2% do Oriente Médio e da áfrica do Sul. A margem de erro é menos de 1%. Do Brasil, foram entrevistados aproximadamente 500 profissionais.
A Pesquisa Global de Segurança da Informação traz importantes conclusões em sua 8ª edição. Há evidências muito claras de que, em alguns casos, a área de segurança parece estar sob proteção†– como se os esforços dos executivos de tecnologia e de segurança para melhor alinhá-la com as metas de negócio estejam, de fato, começando a mostrar resultado.
Um dos dados mais relevantes é que as empresas projetam aumento dos investimentos e valorização da área de segurança da informação nos próximos 12 mesesâ€, ressalta Ricardo Dastis, gerente sênior da área de consultoria em segurança da informação no Sul do País. Para ele, a informação significa que o setor passa por valorização e que os dirigentes entendem que os investimentos feitos, de fato, agregam valor ao produto ou serviço.
Dos entrevistados, 52% afirmam que sua empresa irá aumentar os investimentos ao longo do próximo ano. Ainda assim, muitos deles disseram que seus parceiros de negócios (52%) e fornecedores (50%) ainda se recuperam dos efeitos da recente crise na economia, percentuais significativamente maiores do que os registrados na edição anterior da pesquisa, 43% e 42% respectivamente. E 49% dos entrevistados afirmam que as condições econômicas ainda pesam sobre as decisões de investimento em segurança da informação – otimista, a maioria acredita que as empresas devem aumentar seus investimentos no próximo ano.
Por outro lado, a crise econômica claramente ampliou a atuação da área de segurança. Além de ajudar a mitigar os riscos de negócio associados á globalização, á terceirização e ao cumprimento das políticas da empresa por terceiros, a área de segurança da informação agora também é cobrada por novos desafios – e em algumas empresas, com mais urência do que nunca.
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Executivos da área de segurança informam que suas empresas também sofreram com a contenção de despesas, que geralmente resulta na perda ou degradação de algumas funções fundamentais para a segurança, como o uso de ferramentas de detecção de vulnerabilidades e a realização de campanhas de conscientização em segurança da informação. Adicionalmente, 47% dos entrevistados afirmam que suas empresas reduziram os investimentos relacionados á segurança e 46%, que houve redução nos gastos operacionais relativos á segurança.
O aspecto que apresenta crescimento este ano, segundo a pesquisa, são as demandas de clientesâ€. Elas saíram do último lugar da lista, em 2007, para quase empatar com o primeiro do ranking – ambiente regulatório/legal. O aumento das necessidades dos clientes demonstra a importá¢ncia estratégica e a integração cada vez maiores das áreas de segurança.








