É a melhor hora de comprar, vender ou alugar imóveis?

É a melhor hora de comprar, vender ou alugar imóveis?

Com a alta da Selic e os impactos econômicos, o mercado imobiliário está passando por readequação vendo um crescimento na busca de imóveis para alugar, uma vez que o financiamento está em média 20% mais caro. A pandemia também causou um impacto nesse mercado,  principalmente nos imóveis comerciais dos grandes centros, tendo uma taxa de vacância elevada. No entanto, atualmente, o setor imobiliário demonstra recuperação, tendo aberto mais de 100 mil vagas de trabalho no primeiro trimestre do ano.

Segundo relatório da Abrainc, divulgado em junho, a venda de imóveis seguiu firme no primeiro semestre do ano, um crescimento de mais de 6% em comparação ao mesmo período em 2021.

Na opinião de Fabio Silva, country manager do alt.bank – fintech brasileira focada em levar justiça financeira por meio de práticas justas – é momento de cautela devido aos juros, exceto se for para uma aquisição à vista, quando podem surgir boas oportunidades. “Este não é o momento ideal para financiar imóveis dado os juros altos. Tendo o recurso parcialmente, é melhor investir em renda fixa que paga 100% do CDI, que hoje está em torno de 13% ao ano. A tendência é uma recuperação na economia nos próximos anos e a taxa de juros caindo pode representar um sinal positivo para o financiamento”, explica o executivo.

“Contudo, a eleição presidencial é um fato que pode influenciar nessa tendência.  Por exemplo, é preciso ver como o Brasil irá se recuperar economicamente e se o presidente eleito irá gerar benefícios habitacionais. Neste momento as previsões certamente serão equivocadas. Ressalto ainda que dois elementos são fundamentais para definir um bom momento de compra e boas oportunidades: juros baixos e grande oferta”, complementa.

Em contrapartida, Murilo Machesini, CEO da Verticale, observa que o momento seria ideal para compra, apesar do momento de alta taxa de juros. Ele considera que daqui a um ano os preços dos imóveis terão incorporado a alta do custo dos materiais básicos, conforme o cenário atual brasileiro.

“Ainda existe estoque disponível precificado com o antigo custo da construção. Já os novos lançamentos, além do custo de obra bastante superior, também considera o aumento substancial do valor dos terrenos e tem como consequência uma grande tendência no aumento do valor dos imóveis. Sendo assim, principalmente para o perfil de cliente que não pretende acessar o financiamento bancário e ser prejudicado pelo alto patamar de juros, o momento pode oferecer boas oportunidades de investimento imobiliário.” analisa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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