Metaverso e recursos humanos: desafios e benefícios

Metaverso e recursos humanos: desafios e benefícios

No meio da pandemia, uma das empresas mais conhecidas no mundo, o Facebook, anunciou a mudança de nome para Meta e um foco diferente do que o que eles tinham na época. Como empresa tech, não deixou de produzir novas tecnologias, mas decidiu intensificar os estudos na área do metaverso. Ao falar sobre o assunto, provocou uma revolução nesse mercado e várias outras empresas de diversas áreas decidiram se aprofundar no tema que, acredite se quiser, já é discutido há décadas.

Afinal, como pode ser descrito o metaverso? Ele pode ser explicado como uma realidade virtual feita com a ajuda de inteligência artificial. O metaverso permitirá que pessoas adentrem um ambiente digital utilizando equipamento de realidade virtual e aumentada, podendo trabalhar, estudar e se divertir. Não é como uma videochamada, algo que já estamos acostumados a fazer, e sim como se estivéssemos ao lado da pessoa com quem conversamos, do professor que nos ensina, de nossos colegas em um bate-papo, podendo interagir com o espaço que nos rodeia.

De acordo com Alexia Franco da Unique Group, consultoria estratégica de Recrutamento e Soluções em RH, tudo ainda é muito novo e em fase exploratória. “Acho que ainda teremos impactos maiores como novas empresas, formas de trabalho, aumento das conexões, mais agilidade e tudo duplicado, pois o nosso mundo real continua existindo”, comenta.

O metaverso no mundo empresarial proporciona um nível de interação maior sem a necessidade de estarmos fisicamente naquele determinado ambiente. São muitas as áreas que o metaverso abrange, mas algumas ainda têm motivos para ter receio. Um exemplo são os Recursos Humanos (RH), uma das áreas interessadas, mas que já enxergam algumas dificuldades que podem enfrentar.

Dentro do metaverso, o indivíduo pode trazer uma nova identidade pelos avatares. Ele pode ser o que quiser e talvez isso saia do controle da gestão do RH. Um funcionário no mundo real pode ser uma pessoa e no metaverso ele pode ser outra. Abre um novo mundo, em que as regras e a dinâmica das relações, em um primeiro momento, ficam sem controle.

Por outro lado, esse “mundo paralelo” pode propiciar uma diversidade maior. “Acredito que no metaverso as pessoas serão mais livres para serem aquilo que gostariam de ser sem precisar seguir um padrão, em especial no início, em que ainda não teremos nada muito regulado. Serão abertas novas oportunidades de trabalho para desenvolver o metaverso”, explica Alexia Franco.

Como sempre teve como foco olhar para o indivíduo dentro da organização, o RH pode nem existir dentro desse novo ambiente, por isso ainda está sendo estudada a questão. Os processo seletivos, entretanto, poderiam ser otimizados com a ajuda do metaverso. Para trabalhar em um ambiente virtual, não é necessário ter pessoas fisicamente no mesmo local, tornando o processo seletivo mais abrangente.

Apesar das desvantagens, o metaverso é uma revolução nos negócios e uma transformação digital de grande impacto. É exatamente o que muitas empresas tech procuravam. Desde que todos os países consigam realizar essa inovação, ela poderá ser positiva na vida de todos, se usada com moderação.

Entre as vantagens de entrar no metaverso, está a oportunidade de ampliar o contato com a sua marca, criar outras formas de trabalho e desenvolver estratégias de pensar de forma diferente da que fazemos atualmente no mundo físico. Ali tudo é possível, pois não existem tantas barreiras como no mundo físico. Já é possível encontrar algumas marcas se posicionando para criar essa presença no metaverso, para serem identificadas como inovadoras nesse primeiro momento e começar a testar esse novo espaço. Esse movimento, tal como foi a internet no passado, é irreversível e isso é muito claro para as empresas: em algum momento, elas terão que fazer algo para estar conectadas com esse novo mundo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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