Cesta básica do e-commerce recua pelo quarto mês consecutivo

Pesquisa feita pela Precifica envolveu 13 itens que compõem a cesta básica do Dieese
Levantamento feito pela Precifica, empresa especializada em soluções de pricing, como o monitoramento de preços do e-commerce, mostra que o valor da cesta básica na região metropolitana de São Paulo recuou 1,54% em agosto na comparação com julho. Com isso, o preço caiu de R$ 653,56 para 643,51.
Trata-se da quarta queda consecutiva. Em maio, houve diminuição de 1,25%, em junho de 0,88% e em julho de 5,67%. O estudo envolveu 13 itens disponíveis em cinco grandes plataformas de e-commerces de empresas supermercadistas que atuam na região.
Para efeito de comparação, o IPCA-15, que é uma prévia da inflação, registrou deflação de 0,73% no período, menor taxa da série histórica iniciada em 1991 e divulgada mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Diferença
É importante ressaltar que os números do IBGE envolvem produtos e serviços de diversos segmentos e não somente da cesta básica. Essa é a razão para a diferença. No entanto, o resultado obtido pelo instituto também aponta na mesma direção do levantamento feito pela empresa especializada em soluções de pricing.
A pesquisa da Precifica abrange os mesmos itens adotados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). A diferença é que a Precifica monitora o preço do sal refinado, mas não acompanha o do pãozinho francês, enquanto o Dieese acompanha o do pãozinho, mas não o do sal.
“Esse arrefecimento nos valores dos alimentos pode estar relacionado à queda no preço dos combustíveis. O custo do frete menor impacta positivamente os preços dos itens que compõem a cesta básica”, comenta o CEO da Precifica, Ricardo Ramos.
Entre os itens que mais baixaram de preço destaque para a batata, com redução de 20,2%, seguido do tomate (6,7%) e do óleo (6,6%). Na contramão está a banana, com alta de 6,2%, segundo o levantamento da Precifica.
A queda da inflação está contribuindo para que os consumidores voltem a consumir alimentos cujos valores estavam proibitivos. O comerciante precisa ficar atento a essa mudança, identificando no momento certo as alterações de preços para que não perca vendas em relação à concorrência, mantendo-se pouco competitivo. Por isso, o CEO da Precifica aconselha às plataformas de e-commerces e demais empresas com lojas físicas, a implantarem soluções de monitoramento e precificação.
“São ferramentas que acompanham em tempo real o comportamento dos consumidores e dos concorrentes, possibilitando que o supermercadista entenda de imediato a demanda para evitar a falta do produto em seu estoque. Com apoio da tecnologia, é possível aproveitar as oportunidades em função das deficiências nos estoques de outros. Além disso, a tecnologia auxilia a formação adequada do preço com base nos custos, variação do mercado e demanda”, explica Ramos.








