CNI projeta crescimento de 4,5% do PIB em 2011
O menor ritmo no aumento do consumo interno fará a economia brasileira crescer menos no próximo ano, com 4,5%, contra uma estimativa de expansão de 7,6% este ano. A previsão é da edição especial do Informe Conjuntural da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta terça-feira (14), com a análise do comportamento dos principais indicadores da economia em 2010 e as previsões para 2011..
Segundo a CNI, o fim das desonerações tributárias adotadas para atenuar os efeitos da crise econômica e do Programa de Sustentação do Investimento do BNDES e as restrições ao crédito ao consumidor, determinadas no início do mês pelo Banco Central, diminuirão o ritmo de expansão do consumo em 2011. O consumo das famílias, que deverá crescer 7,9% este ano, pelas previsões da CNI, se expandirá 5,1% em 2011. Foi o principal fator responsável pela elevação de 7,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, o mais expressivo da décadaâ€, como destaca o documento.
Passadas a crise financeira e a euforia da recuperação vista no início do ano, a economia brasileira caminha em uma trajetória de converência ao seu potencial de crescimentoâ€, assinala o estudo da CNI. O gerente da Unidade de Política Econômica da entidade, Flávio Castelo Branco, que divulgou o estudo, frisou que o Brasil vai ter outro ano positivo em 2011, mas em ritmo menorâ€.
Outros indicadores registrarão, igualmente, desaceleração no próximo ano, conforme as estimativas da entidade. A indústria, cujo PIB deve fechar este ano com um incremento de 10,9%, irá aumentar 4,5%, enquanto os investimentos, que se expandirão 24,5%, outro fator de grande peso na expansão do PIB, devem reduzir o crescimento quase á metade em 2011, com um aumento de 13,5%.








