5 vantagens de ser acionista de grandes bancos

5 vantagens de ser acionista de grandes bancos

Instituições financeiras tradicionais são as que mais atraem investidores na B3

É possível tornar-se acionista de um grande banco sem sair de casa. Na Bolsa de Valores (B3) estão listadas ações do Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4), Itau Unibanco (ITUB4) e Santander (SANB11). Mas apesar da praticidade para começar a investir, outros fatores devem ser analisados antes de tomar a decisão.

O mercado financeiro orienta estudar sobre ações, compreender o papel do acionista e avaliar o desempenho das empresas e do setor para fazer uma boa escolha. A partir da análise, é possível não só filtrar os melhores investimentos, como compreender qual é o momento ideal para investir.

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o primeiro passo para investir é avaliar a segurança, a rentabilidade e a liquidez dos investimentos. As ações integram a renda variável e, por isso, oferecem maior possibilidade de retorno financeiro. Por terem maior volatilidade também conferem maior risco.

O acionista é qualquer pessoa que tenha, pelo menos, uma ação da empresa de capital aberto. Isso significa que ele é sócio da companhia e, como tal, terá direitos e deveres. Quando o investidor adquire ações ordinárias, ele deve participar de votações realizadas em assembleia. Se as ações são preferenciais, elas não dão acesso ao voto.

As formas de remuneração de um acionista são com o pagamento de dividendos e bonificações ou a venda da ação após a sua valorização.

Bancos são os preferidos na B3

As ações dos bancos tradicionais estão entre as preferidas dos brasileiros que investem na Bolsa de Valores. De acordo com levantamento divulgado pela B3 este ano, o Banco do Brasil lidera a preferência, sendo o mais buscado pelos investidores pessoas físicas. Na segunda posição está o Bradesco.

A preferência pode ser explicada por características inerentes ao setor e às instituições financeiras de grande porte, como a rentabilidade das ações, a segurança, a liquidez, o pagamento de dividendos e a resiliência em tempos de crise.

Rentabilidade das ações

Os grandes bancos seguem lucrativos e, por isso, atraem o interesse dos investidores. Mesmo com o aumento da concorrência com os bancos digitais, as instituições tradicionais detêm uma importante participação no mercado nacional. De acordo com informações do Banco Central (BC), os cinco maiores bancos do país concentram 77,5% do crédito de pessoas físicas.

Segurança

Os bancos tradicionais estão presentes no mercado há muito tempo e já atravessaram diferentes cenários econômicos. Isso confere maior segurança aos investidores com relação ao risco de falência.

Liquidez

Como as ações bancárias estão entre as mais procuradas na B3, a liquidez é alta. Isso significa que o investidor tem maior facilidade para vender cotas e resgatar o dinheiro investido.

Pagamento de dividendos

O pagamento de dividendos é um dos principais atrativos para quem quer investir em ações. No entanto, não são todas as empresas listadas na Bolsa de Valores (B3) que pagam proventos. Os bancos tradicionais oferecem essa renda ao acionista.

Resiliência em tempos de crise

Mesmo com a crise econômica nacional, os grandes bancos mantêm as atividades e os lucros. Por meio do site da B3, é possível conferir os relatórios de desempenho e verificar que as ações bancárias têm alcançado resultados acima da expectativa do mercado financeiro.

Orientações ao investidor

Apesar das vantagens, as ações bancárias também exigem atenção na hora de investir. Para realizar uma escolha assertiva, o mercado financeiro orienta sobre a necessidade de avaliar a participação da instituição no setor financeiro nacional, o índice de eficiência operacional, os aspectos de governança e ESG, a adaptação aos serviços digitais, o desempenho das ações nos últimos meses e a projeção para os próximos. Os dados podem ser obtidos nos sites da B3 e dos próprios bancos.

A Anbima alerta que o investidor deve criar o hábito de acompanhar as informações sobre o mercado financeiro a fim de identificar o melhor momento para comprar e vender ações.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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