60% das mulheres já declinaram uma oferta de trabalho por responsabilidades com a família

60% das mulheres já declinaram uma oferta de trabalho por responsabilidades com a família

Estudo ouviu mais de 1.500 pessoas para compreender os principais obstáculos enfrentados por mulheres que trabalham com tecnologia

Responsabilidades com a família, pressão para se provar capaz e a escassez de exemplos de liderança: segundo uma pesquisa do Boston Consulting Group, em parceria com o Women’s Forum, esses são os três principais desafios vividos por mulheres que trabalham em tecnologia e aspiram por crescimento na carreira, incluindo posições de liderança. Ao analisar empresas que progrediram na resolução destes desafios, o BCG propõe ações visando apoiar a atração, retenção e desenvolvimento das carreiras de mulheres.

Como aponta o BCG, homens e mulheres são bastante similares no que diz respeito à ambição, predisposição em aceitar desafios (ainda que eles apresentem riscos) e ao alto nível de conhecimento técnico. Porém, o principal obstáculo para profissionais mulheres é seu papel nos cuidados com a família. 60% das mulheres entrevistadas para o estudo afirmaram já terem declinado uma oferta de trabalho em função da família, comparado com a incidência em 45% dos homens entrevistados. Outro dado importante é que 80% das mulheres já afirmaram ter se afastado do trabalho ou adotado jornadas flexíveis temporariamente, em comparação com 50% dos homens, ainda que seja consenso entre todos os entrevistados que essa escolha tenha impactos na progressão da carreira.

“Os números demonstram que há um claro desequilíbrio na divisão de responsabilidades com a família. Os novos arquétipos familiares e a recente pandemia estão contribuindo para uma mudança nesse cenário, mas as empresas precisam se conscientizar sobre a necessidade de apoio para seus profissionais, sejam homens ou mulheres, que cuidem de familiares”, afirma Ana Vieira (Foto), diretora executiva do BCG e head de BCG Platinion.

Quanto às decisões relacionadas aos rumos profissionais, o estudo mostra que tanto homens quanto mulheres usam o apoio das suas redes de suporte — família, amigos, mentores, empresas de recrutamento –, contudo os homens mostram um nível maior de autoconfiança, o que contribui para uma maior mobilidade de carreira. “Nesse sentido, os desafios para mulheres se acumulam: as reponsabilidades familiares podem inviabilizar uma nova oferta de emprego e elas perdem oportunidades valiosas de ampliarem suas conexões, experiência e habilidades, colocando-as em desvantagem para futuros cargos seniores. Ao longo do tempo, isso pode também afetar a autoconfiança das profissionais”, comenta Ana.

Apesar de todos os desafios, a pesquisa do BCG indica que é possível construir uma jornada profissional de sucesso em tecnologia para profissionais mulheres. Para um avanço significativo na representatividade, é necessário:

  • Engajamento e apoio genuíno da liderança;
  • Execução diligente de programas de diversidade, equidade e inclusão;
  • Uma mudança de postura das próprias mulheres.

“O estudo cita recomendações interessantes, que já são aplicadas por empresas líderes em representatividade feminina em todos os níveis. Mas é importante que as próprias profissionais estejam atentas para direcionarem ativamente suas trajetórias de carreira. Muitas vezes, podemos ser mais assertivas e pedir apoio em oportunidades que podem proporcionar aprendizados, acelerando nosso crescimento”, avalia Ana.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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