85% da frota de veículos por aplicativo deve ser elétrica no Brasil até 2040

85% da frota de veículos por aplicativo deve ser elétrica no Brasil até 2040

Mercado de veículos eletrificados deverá bater um novo recorde no fechamento de 2022

Ainda que a frota de carros eletrificados ainda seja um objeto de desejo para muitos brasileiros por conta do preço elevado, para os motoristas de aplicativo essa realidade está cada vez mais próxima. Isso porque as empresas de transporte por aplicativo devem ser um dos principais líderes para a adoção de carros elétricos no Brasil.

Em um ano, o número de veículos eletrificados cresceu mais de 40%. O total de vendas de janeiro a novembro de 2022 chegou a 43.658 unidades, um crescimento de 43,40% em comparação com o mesmo período de 2021.

No Brasil, a estimativa é de termos até 2040, 11 milhões de automóveis eletrificados circulando, o que corresponde a 20% de toda a frota. Segundo o levantamento, os veículos elétricos vão ao encontro do modelo de negócio do transporte por aplicativo, tanto pela alta rodagem e previsibilidade das áreas de deslocamento, quanto pela utilização do veículo preferencialmente nos centros urbanos. Dessa forma permitindo a otimização do uso em relação aos pontos de carga.

Ricardo David, sócio-diretor da Elev, empresa especializada em soluções para todo o ecossistema de eletromobilidade, afirma a importância de políticas públicas para o desenvolvimento do setor. “Para que os motoristas de aplicativo possam, de fato, usufruir dos benefícios da eletrificação dos seus automóveis, é necessário ter um planejamento nacional para o desenvolvimento da estrutura para o carregamento no Brasil. Ainda faltam projetos efetivos, mas as recentes declarações da nova gestão do governo Federal são passos importantes para podermos ver uma maior ampliação do número de profissionais de aplicativo utilizando os carros elétricos”, declarou.

Nas grandes metrópoles do Brasil, os números de eletropostos já estão se tornando um problema para os usuários,por dois motivos importantes, primeiro por conta da falta de mais eletropostos espalhados pela cidade e segundo pelo tempo  que cada recarga precisa para completar o preenchimento. São Paulo possui hoje 445 eletropostos, seguido de Rio de Janeiro com 120 postos, Brasília 90 e Belo Horizonte com 70 postos.

Ainda de acordo com a pesquisa, o Custo Total de Propriedade (TCO) do veículo elétrico para quem faz uso intenso do carro, como os motoristas de aplicativo, deve ser similar ao do automóvel à combustão muito antes daqueles que utilizam o carro para fins pessoais.

Os dados mostram que até 2040, 85% da frota de veículos por aplicativo deve ser elétrica, o que equivale a quatro vezes mais ao estimado para os carros de uso particular, com 21%. Quanto à receita com os veículos elétricos devem atingir a marca de US$ 65 bilhões, em torno de R$ 340 bilhões, na cotação atual.

Ricardo David conclui, afirmando que a eletrificação do setor é irreversível. “O Brasil tem o potencial para ser um grande exemplo de eletrificação. Nós temos aqui o lítio, nós temos a capacidade de produção e temos o mercado. Neste momento, precisamos de um planejamento estratégico para o desenvolvimento nacional”, completou.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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