Na guerra por talentos, escolha do modelo de trabalho é essencial

Na guerra por talentos, escolha do modelo de trabalho é essencial

71% das empresas avaliam que as modalidades de trabalho flexíveis são determinantes para a atração e retenção de profissionais

Hoje, em uma sala de entrevista, o primeiro questionamento feito pelos candidatos é com relação ao modelo de trabalho e boa parte já deixa de participar de processos caso a empresa não ofereça flexibilidade, seja em uma modalidade remota ou híbrida. Essa é uma percepção dos headhunters da Robert Half, respaldada pelas descobertas da última edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH). Segundo o levantamento, 71% dos recrutadores entrevistados avaliam que os modelos de trabalho flexíveis são determinantes para a atração e retenção de talentos.

A 22ª edição do ICRH apresenta mais dados sobre a temática:

  • O modelo híbrido será adotado por 57% das empresas entrevistadas. Já 32% optaram pelo modelo 100% presencial e apenas 5% pelo home office integral;
  • 69% dos profissionais empregados têm preferência pelo modelo híbrido (35% com quantidade de dias presenciais e remotos predefinidos e 34% com flexibilidade para a decisão). Já 21% preferem o trabalho 100% remoto e 10% o trabalho integralmente presencial;
  • Apenas 5% das companhias disseram não contar com uma definição em relação ao modelo de trabalho para 2023. No entanto, mais da metade (51%) dos profissionais revelaram ainda não ter sido comunicados sobre a decisão;
  • 78% das empresas farão a distribuição entre dias presenciais e remotos a critério do gestor ou profissional, independentemente da área e cargo, enquanto 12% optarão por uma divisão entre as áreas (finanças trabalha presencialmente, enquanto o departamento de marketing opera remotamente, por exemplo) e 10% farão uma divisão hierárquica (cargos em nível de gestão trabalham remotamente, enquanto cargos em nível operacional vão ao escritório, ou ao contrário, por exemplo);
  • 67% das companhias planejam de 2 a 3 idas na semana ao escritório. Entre os profissionais que desejam atuar em um modelo híbrido, 65% consideram que o planejamento ideal também seria de 2 a 3 dias no escritório. Já a liberdade para escolher está na mira de 26% deles;
  • Em uma escala de 0 a 5 para compreender a relevância da escolha do modelo na atração e retenção de talentos, 74% dos empregados consideram o ponto determinante. Entre os desempregados, 23% somente aceitariam em último caso uma proposta de emprego que não oferecesse a possibilidade de trabalho, ao menos, parcialmente remota;
  • Mesmo em um período ainda relativamente incerto, as taxas de desemprego seguem em queda, especialmente quando olhamos para o mercado de profissionais qualificados, no qual a taxa de desemprego no último período avaliado pelo PNAD foi de apenas 4%;

A situação, por consequência, reserva desafios às empresas que, sem justificativa, optarem pelo retorno 100% presencial das atividades. Fica cada vez mais evidente que a dificuldade de adaptação às transformações do mercado proporcionará obstáculos na contratação de bons talentos, além de dificuldade na retenção de profissionais-chave. Em contrapartida, é preciso ter em mente que a natureza de alguns segmentos, áreas e profissões exige a presença física do profissional para o sucesso do negócio.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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